APOLO versus DIONÍSIO

ey

==================================================

APOLO e DIONÍSIO

==================================================

 

São ambos filhos de ZeusApolo é o deus da razão e o racional, enquanto que Dionísio é o deus da loucura e do caos. Os gregos não consideravam os dois deuses como opostos ou rivais, embora, muitas vezes, as duas divindades estavam entrelaçadas pela própria natureza.

Como vemos, no interior do HOMEM temos duas forças tremendas que se digladiam no campo de batalha da VIDA: o DESEJO (sentidos) e o AMOR (razão). Mas as duas forças são importantíssimas para nossa sobrevivência, para nossa vida.

Essa dualidade grega, apropriada pela filosofia de Nietzsche, é uma explicação perfeita para toda essa relação entre CAOS e ORDEM, ambos representando uma idealização quase utópica, inatingível, das expressões humanas.

O caos total, dionísico, das tragédias é autofágico: no final quase sempre há mortes e um fim dramático que determina, paradoxalmente, o início de um novo status quo para os envolvidos. Caos, afinal, é instável, insuportável por tempo demais.

As artes apolíneas, por sua vez, são atemporalmente perfeitas – mas também inatingíveis, incapazes de expressar a vida como ela realmente é.

NIETZSHE

– NIETZCHE QUANDO DE SUA LOUCURA EM TURIM – ITÁLIA  —————————————————————————————-

Em outras palavras: o excesso de caos é tão quente que não consegue se sustentar por muito tempo; e o excesso de ordem é tão frio que não consegue representar a realidade de maneira efetiva

O uso dos conceitos de Apolíneo e Dionisíaco estão notoriamente ligados a Nietzsche que os utilizou na estética, tendo-os mais tarde desenvolvido, filosoficamente, pela primeira vez, em seu livro O Nascimento da Tragédia, que foi publicado em 1872. Sua premissa principal foi de que a fusão dos “Kunsttriebe” (“impulsos artísticos”) Dionisíaco e Apolíneo formava as artes dramáticas, ou tragédias. Ele continua a argumentar que esta fusão não tenha sido alcançado desde as tragédias gregas antigas. Nietzsche afirma que as obras de Ésquilo e Sófocles representam o ápice da criação artística, a verdadeira realização da tragédia; ele afirma que é com Eurípides que a tragédia começa sua queda (“Untergang“). Nietzsche crítica o uso do racionalismo socrático (a dialética) por Eurípides, em suas tragédias, alegando que a infusão da ética e razão rouba da tragédia sua fundação, o frágil equilíbrio de Dionisíaco e Apolíneo.

A combinação do apolíneo com o dionisíaco em NÓS, é fundamental em nossas vidas! Devendo, entretanto, toda dosagem seguir ou se alinhar ao conselho de um de nossos grandes mestres, o médico e psiquiatra brasileiro, A. da Silva Mello:

Toda e qualquer FILOSOFIA

religiosapolítica ou social

deve ser julgada pelo

seu grau de HUMANISMO,

de quanto está ela de

acordo com a NOSSA VIDA,

podendo ser-lhe útil e

vantajosa.

____________________________________________________________

Bibliografia:

http://issocompensa.com/sem-categoria/nietzsche-e-o-cavalo-de-turim

Anúncios

Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 29 de maio de 2018, em SAGRADO E PROFANO. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: