A CONSCIÊNCIA SEGUNDO STUART HAMEROFF E ROGER PENROSE

CONSCIENCIA

Sendo bastante simplório, os autores da teoria propõem, de forma originária, que a consciência esteja relacionada aos eventos quânticos.

Roger Penrose afirma ter demonstrado que a consciência é não computacional, ou seja, não pode ser simulada. Para isso, ele agrupa as faculdade da mente em passivas e ativas.

As passivas são as que implicam em receptividade, coisas como perceber cheiros, a harmonia, a paixão, e o uso da memória. As ativas incluem o livre-arbítrio e os eventos conseqüente dele.

De forma exclusiva de ambas as categorias, Penrose dá uma atenção extrema a compreensão, ou insigh, até mesmo a intuição. O físico exempli fica os motivos pelos quais uma máquina, por mais que tivesse memória ilimitada (máquina de Turing), poderia simular tal capacidade mental.

Num exemplo simplório, ele mostra a diferença num desa o: achar um número ímpar que seja a soma de dois números pares.

” Podemos pôr o computador para fazer isso e ele iria seguir em frente para sempre, pois sabemos que, quando adicionamos dois números pares, sempre obtemos um número par. ”

Ou seja, se não houver um limitante de operações para a máquina ou não houver uma diretriz que informe que tal operação é impossível, o computador não compreende que não chegará a resposta a qual busca.

O físico também argumenta em favor de da impossibilidade de computadores realizarem as funções passivas da mente. Para fechar seu raciocínio, Penrose argumenta:

” (…) a não-computabilidade em algum aspecto da consciência e, especi ficamente, no entendimento matemático, sugere energeticamente que a não-computabilidade seria uma característica de toda consciência. ”

Como físico, o cientista argumenta que a mente advém de uma base física. Ele tece diversos paralelos de como um possível futuro computador quântico poderia simular a mente humana. Segundo do Penrose, a consciência está diretamente ligada a evento quânticos. Só assim se justi ficariam, por exemplo, o insight.

No contexto abordado, Roger Penrose e Stuart Hamero propõem que os microtúbulos (estrutura que compõe e citoesqueleto, dando forma a célula) são os responsáveis por nossa consciência. Estas estruturas, devido as propriedades e forma, apresentam condições que são essenciais para uma interação do universo subatômico com as células.

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HAMEROFF, S. Funda-mentality: Is the conscious mind subtly linked to a basic level of the universe? Trends in Cognitive Sciences, 2(4):119 127, 1998a.

HAMEROFF, S. The penrose-hamero orch or model of consciousness. Philosophical Transactions Royal Society London, (356):1869 1896, 1998b.

HAMEROFF, S. e PENROSE, R. Orchestrated reduction of quantum coherence in brain microtubules: A model for consciousness? Toward a Science of Consciousness – The First Tucson Discussions and Debates,
eds. Hamero , págs. 507 540, 1996.

PENROSE, R. O grande, o pequeno e a mente humana. Editora UNESP, Cambridge University Press.

Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 4 de julho de 2014, em FISICAPSICOLOGIA. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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