FÍSICA E PSICOLOGIA… FISICAPSICOLOGIA!!!

jungPauli

Física e Psicologia é a denominação de uma linha de pesquisa de caráter interdisciplinar relacionada à natureza da realidade nos seus aspectos ontológicos e epistemológicos. Entre os principais temas de pesquisa associados estão a energia física e psíquica, a causalidade, a sincronicidade e a temporalidade. Esta linha de pesquisa está estreitamente ligada à Psicologia Analítica desde que o médico psicoterapeuta Carl Gustav Jung iniciou diálogo científico com o físico quântico Wolfgang Pauli, na primeira metade do século XX. Alguns dos principais escritores contemporâneos desta linha de pesquisa são Ken Wilber, Stanislav Grof e Pierre Weil, pelo viés da Psicologia Transpessoal, e Carlos Antonio Fragoso Guimarães e João Bernardes da Rocha Filho, pelo viés da Psicologia Analítica. Cursos de especialização em Psicologia Transpessoal e Psicologia Analítica costumam incluir uma disciplina específica desta linha de pesquisa, como por exemplo os cursos da ALUBRAT – Associação Luso-Brasileira de Transpessoal, da SSRMP – Sociedade Sul-Riograndense de Psicossomática, e do Instituto Prometheus de Maringá – Paraná. Além disto, a UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense, oferece um curso de graduação em Psicologia que inclui disciplinas desta linha.

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“Suponha que a vida que se leva seja representada pela variável x(t) , de modo que a equação dx(t)/dt = f(x(t),t) determina sua variação com o passar do tempo t. A função f especifica como cada um de nós é.

Normalmente, temos uma rotina, horários e hábitos que se repetem. Por isso, o regime permanente de x(t) deve ser aproximadamente periódico, expresso pela função x permanente (t). E esse comportamento é, em geral, assintoticamente estável: eventuais perturbações tendem a ser amortecidas a acabam por desaparecer: em alguns minutos, troca-se um pneu furado; em algumas horas, a festa de aniversário termina; em alguns dias, fica-se curado de um resfriado. Essas perturbações afetam, apenas de maneira transiente, nosso dia-a-dia. Assim, x(t) tende para 

X permanente (t) 

conforme o tempo passa, isto é, para t tendendo para o infinito (∞).

É inevitável, porém, passarmos por momentos críticos, capazes de nos alterar internamente, como aqueles que envolvem nascimento e morte de pessoas queridas, grandes conquistas ou terríveis frustrações. Esse tipo de perturbação afeta como somos, modificando nossa função f. Às vezes, ficamos homeomórficos ao que éramos; outras vezes, não. Descobrimos isso comparando as características das soluções

X permanente (t) ,

ou seja, os regimes permanentes antes e depois do evento crítico. Só então percebemos se tínhamos estabilidade estrutural: se tínhamos, nossa vida fica qualitativamente igual ao que era; se não, nos damos conta que passamos por mais uma bifurcação. Algumas bifurcações nos levam ao caos, outras nos tiram dele.

Este tratamento matemático da função f é realizado na teoria de Sistemas Dinâmicos, como o nome indica, esta teoria cuida daquilo que varia com o tempo. Algum dia será talvez possível filosofar com a vida, usando sua linguagem. No passado, a Astronomia, a Engenharia e a Física motivaram avanços nessa área da Matemática; mais recentemente, a Biologia, a Economia e a Química parecem ter cumprido esse papel. Em breve, talvez, a Filosofia, a Psicologia e a Sociologia sirvam de inspiração. Seria interessante (e polêmico) descrever o comportamento e o pensamento humanos com esse tipo de formalismo.” (Luiz Henrique Alves Monteiro).

Tal formalismo, entretanto,  inexoravelmente utiliza-se de abordagens heterodoxas. Estas, porém, devidamente embasadas cientificamente e respaldadas segundo Luiz Henrique Alves Monteiro, de forma bastante precisa e exata, se constituem na metodologia que buscamos aplicar em nossa pesquisa sobre FISICAPSICOLOGIA. As palavras de M. D Mágno, abaixo, refletem este nosso ponto de vista:

“Nossa espécie, ao invés de evoluir biologicamente segundo a Teoria da Evolução de Darwin (ou melhor, o homem ao invés de transformar-se corporalmente num monstro capaz de ter todas as faces e a qualquer hora ser capaz de trocar de cor, trocar de sexo, trocar de cabelo, etc.), ela simplesmente começou a secretar um POSTIÇO que é capaz de mapear as coisas mesmo que não possa transformá-las. E tal postiço são as linguagens, isto é, as línguas que a gente fala, todos os aparelhos discursivos de invenção, de ciência, de filosofia, de religião, etc. Mas, denominamos este postiço de SECUNDÁRIO, pois, apesar dele ter a mesma estrutura do PRIMÁRIO originário da Natureza, é “software” e não “hardware”. Então, secretando esse software, secretando esse postiço, o homem pode fazer mil conjecturas até achar uma linguagem (modelo, teoria) que fica parecido com o funcionamento da coisa dura lá do primário e intervir neste através desse conhecimento, dessa linguagem, desse modelo, dessa teoria. É assim que tem funcionado. Portanto, nós somos “macacos” inteiramente primários constituídos de matéria (mas somos piradinhos, não queremos o assim, queremos o assado, também, ou pelo menos gostaríamos de querer) que, através da aplicação de um portiço sobre um primário dado, conseguimos transformá-lo quando temos poder para isto, potência para isto, força para isto, condições para isto, quando podemos pagar o preço da transformação.”

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Bibliografia Consultada:

1.Guimarães, Carlos Antônio Fragoso. Carl Gustav Jung e os Fenômenos Psíquicos. São Paulo: Madras, 2004, 1a ed.

2.Rocha Filho, João Bernardes da. Física e Psicologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, 4a ed. (disponível gratuitamente no Google Books)

3.SISTEMAS DINÂMICOS, Luiz Henrique Alves Monteiro. Acessado em:

https://www.livrebooks.com.br/livros/sistemas-dinamicos-luiz-henrique-alves-monteiro-w0eychddmq0c/baixar-ebook

4.http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%ADsica_e_Psicologia

 

POSTED BY SELETINOF 3:04 PM 

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Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 30 de outubro de 2010, em EDITORIAL. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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