RELIGIÃO/PATRIOTISMO/RAÇA/SAÚDE/CLASSE… FORMAS DE SEGREGAÇÃO PARA DOMINAÇÃO!!! (Parte 1)

 

 

             

Homem…Sacerdote para quem o Mundo é um Templo Grandioso onde a sua Religião é o culto do Enígma Indecifrávelda Existência: a Natureza*. (Fritz Kahn)  

*Aqui, entendemos por “Natureza” uma realidade maior a qual epistemologicamente pode ser prescrutada através de três pontos de vista: divino, natural e histórico. 

Nesta postagem, buscando esboçar a realidade do Mundo e do Universo através das atitudes e pensamentos do Homem, transcrevemos, abaixo, texto, “O HOMEM MODERNO, À LUZ DA CIÊNCIA NATURAL”, extraído da obra de Fritz Kahn, e apresentamos, acima, vídeo Zeitgeist. Assim, em linhas gerais, tentamos estabelecer nossa posição com relação ao que pensamos sobre Deus e o Homem. 

Sabemos que no estudo da Ciência, a composição do Universo é dividida em duas entidades – matéria e energia. Classificar algo como matéria não significa, entretanto, que conhecemos a natureza real da matéria. O químico desdobra a matéria para determinar seus constituintes, e o físico deseja saber o que mantém tais constituintes unidos; mas as partículas fundamentais e as leis da matéria parecem ser sempre um desafio.

A melhor maneira de adquirir um conceito de matéria ou de energia é trabalhar com elas e descrever suas várias formas. Uma descrição não é uma definição no sentido real da palavra, mas reduz uma idéia abstrata a termos concretos: as propriedades são usadas para descrever a matéria e a energia; na verdade, é mais fácil discutir a matéria ou a energia em termos de suas propriedades do que explicar a sua natureza final. Ainda, a melhor descrição é aquela que usa a medida. 

Agora, a vida, como a matéria e a energia, é também um fenômeno (ver diagrama nosso abaixo) do nosso Universo. Mas, como vimos, tais termos são somente conceitos, o que seja a vida em si, a matéria em si ou a energia em si, ninguém o sabe. Porém podemos tomar consciência de tais “grandezas” se fôr possível descrevê-las, medí-las: medir a energia, por exemplo, é bem mais difícil do que medir a matéria, pois, somente quando a energia sofre transformações é possível mensurá-la. Entretanto, em que circunstâncias podemos medir da vida? 

Abaixo, Kahn faz uma análise sobre o conhecimento científico e nos fala sobre as fórmulas utilizadas nas várias ciências: na Física, onde a matemática (a medida) pode ser usada em toda sua plenitude, encontramos as fórmulas em forma de leis; já na biologia encontramos as fórmulas em forma de teses. Mas isto porque, diferentemente dos conceitos de matéria e energia, a vida, sendo um conceito muito complexo, não se deixa precisar matematicamente na forma de leis. Portanto, biológicamente, a vida não pode ser medida! Todavia podemos estudá-la objetivamente através de suas propriedades. E uma de suas propriedades é a busca pelo Criador da própria vida e de tudo que existe.  

Para nós, o HOMEM, expressão maior do que seja a vida, é, em termos ontológicos, o produto de três vertentesdivina, natural e histórica. A Vertente Divina se fundamenta na busca do ser humano pelo Criador e pela Finalidade Última da Existência. A Vertente Natural se estabelece na Evolução da estrututara material e energética do Universo. A Vertente Histórica, englobando as influências do Divino e do Natural, supõe a Vida em Sociedade e suas influências na vida de cada um individualmente.

Analizando o vídeo Zeitgeist, encontramos muitas coisas com as quais concordamos; mas discordamos sobre em não acreditarmos na existência de um Deus. Como vimos, a crença em tal Ser, é uma propriedade da própria vida. Agora, é necessário que o conceito sobre Deus acompanhe o processo no qual estão envolvidas as três vertentes: divina, natural e histórica.

Ainda, o vídeo seguindo predominantemente uma linha de pensamento dentro do realismo de Aristóteles (o real é a matéria), despreza o realismo de Platão (o real é a idéia). Hoje, na interpretação de Copenhague da teoria quântica, se sabe que a oposição tradicional entre “realismo” e “idealismo” não pode ser empregada e as teorias tradicionais do conhecimento fracassam:

Qualquer sistema quântico separado do mundo exterior só tem um caráter potencial, não factual; por isto, segundo N. Bohr, ele não pode ser descrito por conceitos da física clássica. O estado representado por um vetor de Hilbert (não por uma combinação estatísitica de vetores), aplicado a um sistema fechado, é segundo Heisenbergobjetivo, mas não real, pois nele não se pode verificar um fato historicamente constatável em nosso mundo macroscópico (tais como a revelação de uma chapa fotográfica, a indicação de um instrumento, e semelhantes aparelhos de que nossas sala defísica estão cheias). Portanto a concepção clássica de objetivo-real deve ser abandonada.

A caracterização do sistema atômico por um vetor de Hilberté complementar às descrições por meio de conceitos clássicos, da mesma forma que na termodinâmica estatística o micro-estado da massa gasosa é complementar à temperatura.

Aqui a temperatura é o conceito clássico: ela pode ser diretamente lida num instrumento macroscópico, o termômetro, pelo observado. Pode igualmente ser registrada por um autômato sem que esteja presente um observador humano. A temperatura portanto é real, mas não é objetiva. Portanto, devemos admitir como objetivamente presente somente o micro-estado não observável do gás.

jesus

Oh, semideus esquizóide

O conhecimento do que é factual, isto é, do macroscópico, é, por conseguinte, sempre um conhecimento imperfeito tanto na mecânica quântica como na termodinâmica.

Os adversários da ortoxia quântica temem que o conceito fundamental da realidade objetivo-realfique perdido para a Física. Mas tal temos é injustificado. Os processos que se verificam no tempo e no espaço de nosso ambiente diário são propriamente o real e deles é feita a realidade de nossa vida concreta. “Quando se tenta, diz Heisenberg, penetrar nos pormenores dos processos atômicos que se ocultam atrás desta realidade, os contornos do mundo objetivo-real se dissolvem, não nas névoas de uma nova imagem obscura da realidade mas na clareza diáfana de uma matemática, que conecta o possível, e não o factual, por meio de suas leis”.

Este pensamento se relaciona com a observação feita por Heisenberg a respeito da teoria pitagorizante de Platão no Timeu sobre os quatro elementos: terra, água, ar e fogo. Já Platão dissolve em princípio a matéria em formas matemáticas (embora nele a probabilidade não desempenhe papel algum). Os elementos platônicos são objetivos mas não reais, isto é, não perceptíveis pelos sentidos. É verdade que Platão atribui o ser propriamente dito à matemática invisível de suas partículas elementatres, em oposição à nossa identificação existencialistaentre realidadee factualidade (que era por ele desprezada). Contudo tanto Platão como os copenhaguenses têm em comum o fato de recusarem aplicar as qualidades essenciais (primárias) dos corpos macroscópicos reais às partes elementares da matéria, como o fizeram Anaxágoras e Demócrito e como o fizeram os materialistas de todos os tempos até hoje.

Agora, embasados nos princípios da física quântica e na hipótese de que ao homem apenas é possível conhecer os fenômenos e não a “coisa em si” (Kant)… Somente porque as estórias sobre os “Cristos” seja uma analogia com as observações astronômicas e suas implicações sobre o clima e a vida dos homens, também não implica que a realidade sobre os “Cristos” sejam menos prováveis que a própria existência de tais fenômenos concretosmateriais. A realidade é como nos fala Heisenberg: “os processos que se verificam no tempo e no espaço de nosso ambiente diário são propriamente o real e deles é feita a realidade de nossa vida concreta“. Aqui incluimos em tais processos, além dos fenômenois materias, também os fenômenos abstratos conforme diagrama nosso abaixo: daí, temos que o mundo material e o mundo ideal ocupam omesmo nível ontológico

 QWEER

 Diagrama Epistemológico Seletinof

Assim, à estória de Jesus, mesmo como um fenômeno abstrato, corresponde uma realidade ideal que está no mesmo nível ontológico que a realidade material dos corpos celestes!!! Ainda, a estória de Jesus, mesmo que por hipótese seja uma cópia de tantas outras estórias, nas mais variadas crenças religiosas, não tira o valor das religiões; aliás, desde que tais “fábulas” propiciem ao homem refletir sobre sua verdadeira condição de ser vivente, o papel desempenhado pelas religiões pode ser, sim, bastante positivo. Em que realmente o vídeo está correto é a manipulação destas crenças pelos poderosos, pelos banqueiros, e a conseqüente segregação provocada por tal ação alianadora.

No mais, sobre o que nos revela Kahn, estamos de  acordo naquilo que está em consonância com o dito processo divino, natural e histórico aludido acima; no mais, este autor, de forma belísima, trata mais especificamente da vertente natural.

Enfim, entendemos que  somente através do tratamento dialético destas três vertentes o Homem alcançará sua realização plena!… É chegado a hora de idealistas e realistas se darem as mãos: cientificamente, a Mecânica Quântica tem demonstrado a não objetividade do Universo; ou seja, o existente se estabelece apenas quando da passagem do potencial ao factual.

Diz-nos, então, Fritz Kahn  No princípio e no fim de qualquer ciência está a fórmula. Com as leis planetárias de Kleper se iniciou a investigação científica do sistema solar; com as leis de Newton sobre a atração dos corpos, a mecanica celeste; das leis da eletricidade derivou a era da eletrônica; com as fórmulas de Einstein sobre massa e energia, e a teoria dos quanta de Plank, marcou-se o início da era da Física Moderna.

Nas ciências dos seres vivos não é com leis e sim com teses que operamos. Também estas, porém, são a base indispensável de que a pesquisa necessita para construir o conhecimento nesta área. Já o primeiro que estudou a hereditariedade chegou às regras de Mendel; e o dia dessa descoberta é a data do nascimento da Lei da Hereditariedade. Com a sentença Omne vivum e vivo (Toda vida deriva da vida), descobriu-se o princípio fundamental que pôs termo a todas as fantasias então vigentes e que é lícito atribuir a um equívoco de Aristóteles. As râs não nascem do lôdo; as cordonizes não caem do céu; deixamos de matar bois a pauladas, para tirar abelhas da sua carne em decomposição: Omne vivum e vivo. Eis formulado enfim com clareza o conceito da existência; a este seguiram-se os conceitos árvore genealógica  e história da evolução. Com o preceito de Paster: As doenças contagiosas propagam-se pela transmissão dos germes, criou-se o conceito doença contagiosa e se empreendeu a caça aos bacilos, que libertou o planeta das epidemias.

Também para o homem se acharam fórmulas análogas. O próprio Lineu, embora se ativesse com fé inquebrantável à história bíblica da criação, viu-se forçado a emparelhar o homem com o símio. Mas, enquanto ele não ia além de confessar que o homem tem a estrutura dum primata, um século depois Darwin chegava à fórmula: O homem é um primata. Da semelhança assombrosa com os antropóides, Darwin deduziu um parentesco próximo com eles. Sabemos que hoje – aí está a segunda fórmula – que o homem não é um símio nem um antropóide; é um primata de tipo peculiar, um ramo que brotou há muito, antes que existissem os símios atuais, quase à raiz da árvore genealógica dos primatas. Nós não somos macacos; se o fôssemos, não estaríamos aqui sentados a ler. Os macacos não imprimem livros (nem sites na internet). Nem hoje nem em toda a eternidade

Os primatas acusam alguns traços primitivos comuns; são os que nós denominamos simiescos. E a terceira fórmula reza: Há no homem, não obstante a sua evolução superior e isolada, característicos nitidamente simiescos. Esses característicos se evidenciam mais quando o homem se poe à vontade ou está alcoolizado, quando faz parte de grande massa ou quer desmentir conscientemente a sua natureza simiesca: os homens drapejando-se em dignidade; as mulheres exagerando o chic. Homem algum parece tão amacacado como um dignitário em grande pompa.  

Os símios são, na maior parte, animais gregários. Os antropóides, pelo contrário, vivem individualmente. O homem, situado na árvore genealógica entre as duas espécies, traz em si os característicos de ambas. Daí a quarta fórmula: A espécie humana divide-se em dois tipos: animais gregários e indivíduos independentes.

A fórmula gregários e indivíduos esclarece o estranho aspecto biforme da história onde sobressaem do fundo da massa anônima, da pretensa história dos povos, as biografias de personalidades isoladas, como pontos de prata num damasco.

A massa tem por seu turno suas fórmulas próprias, estudadas antes de tudo com grande inteligência e bem expressas pelos franceses, como por exemplo aquela segundo a qual tanto a clareza de raciocínio quanto as inibicões do homem civilizado diminuem em proporções matemáticas com o aumento do número dos participantes. Estão aparentemente em jogo forças afins ao magnetismo para eletrizar a massa e fascinar o indivíduo, de modo que ele aplauda quando a claque bate palmas; corra quando, numa hora de pânico, todos fogem; ajoelhe, quando os demais dobram os joelhos; e até, por uma causa que não o interessa absolutamente, marche com entusiasmo para a morte. O orador que, do alto da tribuna, em moldura suntuosa (simiesca) fala à multidão, consegue em meia hora, de dez mil pessoas reunidas, o que não obteria dos indivíduos em dez mil anos.

A fórmula seguinte: Já que o procedimento do rebanho obedece a determinadas normas, repetem-se na história, como fatos típicos, determinados acontecimentos. No princípio está o clã; nos primórdios da história bíblica o clã de Abraão; o dos latinos, na história romana; o dos peregrinos, na história da América do Norte. Os clãs rivais, precisam de terra e alimento. Daí em toda a história as discórdias fraternas; Abraão e Lot; as cidades-estados gregas; as tribos germânicas; os duques franceses, as cidades italianas e as eternas contendas e guerras com intrigas, traições de vassalos e regicídios, imortalizadas pelas tragédias, ou melhor: pelos dramas horripilantes de Shakespeare.

Segue a fórmula: Os animais gregários são medrosos, cobardes, não se dão ao trabalho de pensar, não querem assumir responssabilidade. A maioria dos homens – escreveu Bertrand Russell – prefere deixar-se matar a pensar. A história o atesta. O clã subordina-se a um patriarca (Abraão); a tribo a um chefe como Moisés, que lhe dita a moral tribal. Tornando-se sedentários, as tribos escolhem um rei; e no fim há sempre um tirano: Herodes, Calígula, Ivã, o último sultão Abdul al Hamid ou a última Imperatriz da China (ou Saddam Hussen no Iraque). Durante essa evolução, que não pode encobrir o seu caráter biológico, aparecem as guardas do corpo, os exércitos, a burocracia, as religiões de estado, as classes sociais, os ricos e o proletariado; e, no fim, o todo estoura com um fragor: a revolução.

A fórmula que se segue é a luta entre o rebanho e o indivíduo. A maioria compacta – como Ibsen denominou o rebanho – opôe-se ao indivíduo. O bando não gosta de individualistas nem estes simpatizam com o clã. Irrrompe inevitavelmente a hostilidade. O indivíduo, mais fraco, recua – odi profanum vulgus et arceo (se empreender a luta, sucumbe).

Parte 2… http://petroleo1961.spaces.live.com/blog/cns!7C400FA4789CE339!1939.entry 

POSTED BY SELETINOF AT 16:01 PM 

Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 2 de janeiro de 2010, em EDITORIAL. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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