CIÊNCIA , FORTIANOS E CÉTICOS I

        

Steve Dewey
Tradução gentilmente autorizada

 

Este ensaio descreve e discute o modo pela qual a ciência e os cientistas são representados nas comunidades Fortiana e Cética. Ambas as comunidades estão interessadas no que poderiam ser livremente chamados tópicos ‘Nova Era’ (embora tais tópicos pudessem ser chamados com mais precisão de ‘Fortianos’, como veremos quando descrevermos os Fortianos). Ambas as comunidades têm seus próprios meios de lidar com tais tópicos que adentram em questões tais como confiança na ciência, sentimento anti-científico, etc.

 O Fortianos e os Céticos não são corpos profissionais. Qualquer pessoa, com qualquer nível de conhecimento, pode ser um membro destas comunidades e assinar suas revistas, juntar-se a suas sociedades, escrever artigos e assim por diante. No entanto, membros destas comunidades têm visões particulares sobre o papel da ciência em apoiar teorias ou resolver disputas sobre o mundo natural. Fortianos e Céticos têm visões diferentes sobre a natureza da realidade e como a ciência pode ser usada para responder perguntas sobre fenômenos naturais (ou sobrenaturais) . Em essência, as disputas entre os Fortianos e os Céticos são da natureza de uma guerra científica. Combates têm acontecido por aproximadamente 50 anos e podem ser considerados como os primeiros pequenos avanços de forças expedicionárias opostas. Embora tanto a comunidade Fortiana quanto a Cética incluam cientistas profissionais, estas comunidades não são conectadas oficialmente com a academia, ainda que seus interesses por vezes possam cruzar com os da academia. Mas ambas as comunidades atraem o interesse do público leigo. Há então tópicos dentro do estudo da ciência e do público que relacionam as comunidades Fortiana e Cética, como o sentimento anti-científico, as guerras científicas, confiança na ciência e conhecimento especializado.

Este conflito entre modos diferentes de pensar inerentes aos pontos de vista Fortianos e Céticos têm me interessado há algum tempo. Eu vivi a maioria de minha vida perto do que já foi um local "quente" em atividade de OVNIs (Warminster, em Wiltshire). Por causa disto, meus primeiros interesses intelectuais podem ser descritos como Fortianos. Meu interesse em OVNIs me levou a ler a literatura OVNI. Uma vez que tópicos Fortianos freqüentemente se relacionam entre si, e fenômenos Fortianos interagem freqüentemente, comecei a ler mais literatura ‘paranormal’, sobre a telepatia, o oculto, atividade poltergeist, etc. Minha leitura desta literatura também começou a englobar literatura cética, que finalmente conduziu aos próprios Céticos. Ficou evidente que duas comunidades gerais existiam: uma comunidade Fortiana e uma comunidade Cética; e que estas comunidades tinham visões diferentes de como a ciência poderia ajudar no estudo de tópicos ‘Fortianos’, como a ciência funcionava, e quão pertinente a ciência era aos tópicos Fortianos. Claro que estas comunidades não possuem fronteiras bem cercadas; há Fortianos céticos e céticos Fortianos. No entanto, há dois tipos puros, e o que os diferencia é sua abordagem, ou atitude, para com a ciência.

Para este ensaio, eu revisei alguns do ‘textos fundadores’ do Fortianismo e do Ceticismo; os textos que informam sobre as visões de mundo dos Fortianos e dos Céticos – em particular, eu estava interessado nos modos em que estes textos se referiam à ciência, os cientistas, o método científico, e assim por diante. Eu também li textos que discutiam Fortianos e Céticos que me permitiram ver como estas comunidades modificaram ou mudaram suas visões da ciência com o passar do tempo. Cada comunidade também produz uma variedade de revistas e periódicos, assim revisei uma seleção destes, outra vez selecionando conteúdo relacionado a ciência e cientistas. Também há websites e listas de discussão na Internet para ambas as comunidades, assim também monitorei e revisei esses. Dado que em geral as comunidades Fortiana e Cética consistem em público leigo, foram revisados textos acadêmicos relativos ao estudo da relação entre ciência e o público, para reunir tópicos no entendimento público da ciência com o entendimento Cético e Fortiano da ciência.


Os Fortianos emprestam seu nome do coletor assíduo de esquisitices, Charles Fort (1874 – 1937). Fort gastou muito de seu tempo em grandes bibliotecas metropolitanas, vasculhando jornais, periódicos e publicações científicas. Destes, ele coletou dados incomuns que, ele acreditava, não poderiam ser explicados através da ciência. Exemplos de tais dados incluíam registros de chuvas de rãs ou peixes, objetos incomuns vistos no céu, psicocinese, percepção extra-sensorial, etc. Bob Rickard nota a tenacidade de Fort na busca e coleção de tais dados:

 
Duas vezes, ele queimou sua coleção de dezenas de milhares de notas porque "Elas não eram o que eu queria". Sem se afetar, ele começaria novamente sua leitura exaustiva e escreveria suas notas desde o início, mas em uma direção nova. (1)

 
Fort produziu quatro livros durante sua vida: O Livro dos Malditos (1919), Terras Novas (1923), Lo! (1931) e Talentos Selvagens (1932). A maior parte do interesse intelectual e apoio ao trabalho de Fort veio dos novelistas de Nova Iorque Theodore Dreiser e Tiffany Thayer. Realmente, foi apenas pela insistência de Dreiser com sua própria editora que o Livro dos Danados foi publicado. (2)

As buscas de Fort parecem contrárias às correntes prevalecentes de pragmatismo dentro da vida acadêmica americana e mais próximas do pensamento acadêmico na Europa. Robert Hughes, notando um declínio no positivismo na Europa dos anos de 1890 até os anos trinta do século XX, declara que ‘os principais inovadores intelectuais dos anos 1890… estavam obcecados, quase intoxicados, com um redescobrimento da não-lógica, do incivilizado, do inexplicável’. (3) Hughes também nota que, por 1905, os escritores haviam se tornado ‘francos irracionalistas ou até mesmo anti-racionalistas‘. (4) A última metade do século XIX também era a época do ‘revival do oculto’: isto englobou, por exemplo, as pancadas espirituais das irmãs Fox, os mestres superiores da Madame Blavatsky e se estendeu ao início do século vinte com a Golden Dawn, Krishnamurti, e além. (5)

Contra este pano de fundo, largamente desconhecido e não lido em sua vida, Fort tentou ‘juntar alguns dos dados que eu penso são falsa e arbitrariamente excluídos'(6), os quais ele chamou ‘os dados do maldito’(7). Fort nota que ‘o poder que disse que todas estas coisas seriam malditas é a Ciência Dogmática‘. (8) Para Fort, a ciência tenta ser ‘real, verdadeira, final, completa, absoluta’(9). Porém, falha neste objetivo, porque exclui o maldito, e fazendo assim, é como um ‘processo falso e arbitrário’. (10) Os cientistas criaram o semblante de um sistema estável em busca da verdade apenas através da exclusão de dados que são irreconciliáveis:

Tudo estaria bem. Tudo estaria perfeito — Se os malditos simplesmente continuassem malditos. (11)

 

Para mostrar a tolice dos cientistas, Fort escarnece Antoine Lavoisier por afirmar que o que pessoas leigas pensavam ser pedra caídas do céu -um meteorito- era simplesmente uma pedra que tinha sido atingida por um raio:

Aproximadamente cem anos atrás, se qualquer um fosse tão crédulo a ponto de pensar que pedras alguma vez haviam caído do céu, era defrontado com o argumento:

Em primeiro lugar não há nenhuma pedra no céu:
Então nenhuma pedra pode cair do céu.
(12)

 

Mas o que Fort falhou em reconhecer é que este é freqüentemente o modo pelo qual a ciência procede. Dados não se ajustam a paradigmas atuais e são assim ignorados por algum tempo. São cometidos erros que são então corrigidos em uma data posterior. Fort também não permite o contexto. Lavoisier era parte de uma tradição Iluminista que estava tentando criar uma ciência sem superstição. Contos de pedras caindo estavam freqüentemente acompanhados de superstições rurais. Ainda assim bastaram apenas outros 30 anos até que, pelo trabalho de Jean-Baptise Biot, tais pedras caídas fossem reconhecidas como de origem extraterrestre.

 

        

Fort continua, ao longo de seus livros, a marchar com seus dados malditos em frente a seus leitores dele. Há uma filosofia subjacente aos instintos de Fort: a filosofia da Intermediariação. Tudo está conectado, tudo lança sombras sobre tudo mais: não há nenhum limite. O problema da ciência é que não reconhece isto, e ao invés tenta criar limites. A ciência, portanto, deve inevitavelmente falhar. ‘Se a Ciência’, Fort escreve ‘pudesse excluir absolutamente todos os dados exceto seus próprios dados presentes, ou aqueles assimiláveis com a quasi-organização presente, seria um sistema real, com limites positivamente definidos – seria real.’

Thayer e Dreiser estavam tão impressionados com o trabalho de Fort que fundaram a Sociedade Fortiana em sua honra. A intenção da Sociedade Fortiana era difundir os trabalhos e idéias de Charles Fort. Os sócios da Sociedade Fortiana continuaram o trabalho de Fort, procurando dados malditos, e publicaram o boletim Doubt [Dúvida]. A Sociedade Fortiana se dissolveu com a morte de Thayer. Nos anos sessenta do século XX, as idéias e técnicas de Fort renasceram na Organização Fortiana Internacional (INFO) nos EUA, e a Fortean Times no Reino Unido. INFO e Fortean Times continuam, auxiliadas por dedicados recortadores de notas de jornal, a colecionar dados incomuns, e também a publicar trabalhos teóricos baseados em tais dados. Também há websites e listas de email dedicadas a Fort e dados malditos.

No final das contas, a técnica do Fortianismo é o empirismo cru; a evidência é acumulada na esperança de encontrar correlações, ou na esperança de que o puro peso da evidência conduzirá sozinho ao reconhecimento da validez de um fenômeno. Até mesmo Colin Wilson – nunca intencionalmente avesso ao paranormal – reconhece isto:

[Fort] passou a vida dele colecionando relatos de jornal de eventos estranhos e inexplicáveis para desconcertar os cientistas, e então falhou em desconcertar qualquer pessoa exceto seus admiradores porque lançou abaixo uma grande montanha de fatos como um montão de lenha e esperou que eles falassem por si mesmos. Mas fatos nunca o fazem. (13)

Esta coleção contínua e silenciosa de dados é uma marca registrada do Fortianismo. Toda edição de Fortean Times contém uma seção chamada ‘Strange Days’ [Tempos estranhos] onde os dados coletados por clippings de jornal são apresentados. De forma similar, a lista de email Forteana é interessada quase que completamente em trocas de histórias de fenômenos estranhos, com pouca discussão de qualquer implicação teórica destas histórias. Isto está em distinção com uma lista de email Cética típica, onde há muita discussão e pouca coleta de dados.

Ao contrário dos Fortianos, os Céticos não estão centrados na vida, trabalho e filosofia de um homem. Historicamente, porém, a origem dos Céticos e do pensamento Cético começa com Martin Gardner. Gardner notou a:

ascensão do promotor de teorias "científicas" novas e estranhas. Ele está galgando para a proeminência, por assim dizer, no rastro de investigadores respeitáveis. Os próprios cientistas, é claro, dão muito pouca atenção a ele. Eles estão muito ocupados com assuntos mais importantes. Mas o público geral menos informado, faminto por descobertas sensacionais e panacéias rápidas, freqüentemente lhe proporciona um séqüito ruidoso e entusiástico. (14)

Gardner estava preocupado com tal ‘conversa oca científica’ porque ele acreditava que o público estava sendo enganado: por exemplo, as pessoas estavam buscando a Dianética em lugar de buscar ajuda psiquiátrica ortodoxa; o trabalho de Velikovsky tinha reafirmado a crença fundamentalista em certos milagres Bíblicos; e o público estava confuso sobre o que era e o que não era conhecimento científico. ‘E quanto mais o público fica confuso’, Gardner afirma:

mais fácil cai presa de doutrinas da pseudociência que podem em alguma data futura receber o apoio de grupos politicamente poderosos. (15)

Quando Gardner começou a pesquisar o trabalho dos pseudocientistas, ele se surpreendeu ao descobrir que muito pouco trabalho prévio havia sido feito neste campo. Ele lista apenas três livros na mesma área. Isto significou que ele teve que realizar suas próprias buscas por literatura pseudocientífica ou excêntrica para descobrir a extensão e a intenção de tais escritos. Ironicamente, muito de seu trabalho foi feito na Biblioteca Pública de Nova Iorque (16) – onde Fort havia gasto muito de seu tempo procurando por seus dados malditos.

O primeiro livro Cético de Gardner, Fads and Fallacies in the Name of Science [Modismos e Falácias em Nome da Ciência] (1952), cobre uma vasta gama de áreas pseudocientíficas, como a Dianética, teorias sobre a Terra oca ou achatada, OVNIs, ESP e psicocinese e a energia Orgônica de Wilhelm Reich. Muitos destes tópicos têm, nos cinqüenta anos subseqüentes, se tornado as bases da Nova Era e, de fato, para explicações Fortianas de dados malditos. A realização de Gardner, então, foi fixar os parâmetros dentro dos quais o Ceticismo iria operar. Se a filosofia e métodos de Fort haviam sido influenciados pelo afastamento do racional, Gardner foi influenciado pela celebração do racional e um retorno ao positivismo científico dos anos cinqüenta do século XX:

Desde que a bomba explodiu sobre Hiroshima, o prestígio da ciência nos Estados Unidos cresceu rapidamente como uma nuvem atômica. Em escolas e faculdades, mais estudantes que jamais visto antes estão escolhendo algum ramo da ciência para suas carreiras. Orçamentos militares destinados para pesquisa científica nunca foram tão fantasticamente enormes. Livros e revistas dedicadas à ciência estão saindo das imprensas em números maiores que em qualquer momento prévio da história. Até mesmo no reino da literatura de fuga, a ficção científica ameaça seriamente substituir as histórias de detetives. (17)

Nos anos setenta, os Céticos se tornaram um movimento organizado, com a fundação do Comitê para a Investigação Científica de Alegações do Paranormal (CSICOP) em 1976. Os anos setenta eram tempos inebriantes para o paranormal:

as crenças Nova Era da contra-cultura haviam começado a encontrar seu caminho para a sociedade geral; o estudo de OVNIs já tinha uma literatura e seguidores significativos; e ‘psíquicos’, como Uri Geller, estavam surpreendendo o público – e alguns cientistas. O CSICOP criou uma nova revista, a Skeptical Inquirer, em 1977. O CSICOP e a Skeptical Inquirer forneceram um fórum no qual alegações sobre o paranormal e a pseudociência poderiam ser examinadas objetivamente, a fundo, e os resultados publicados. O Ceticismo se tornou um movimento internacional, com grupos Céticos e revistas surgindo no mundo inteiro.

Deve ser notado que os Céticos não afirmam, é claro, ser cépticos dentro do sentido clássico, filosófico, do termo. Cépticos clássicos duvidavam da ‘capacidade dos sentidos e do raciocínio para fornecer conhecimento da natureza das coisas’ e assim ‘defendiam a suspensão de julgamento’. (18) Os Céticos apenas afirmam ser céticos sobre o paranormal ou a pseudociência e, como nota Michael Shermer, esta forma de Ceticismo:

é representada no método científico, [e] envolve a coleta de dados para formular e testar explicações naturalistas para fenômenos naturais. A chave do ceticismo é contínua e vigorosamente aplicar os métodos da ciência para navegar os estreitos traiçoeiros entre o ceticismo que “não aceita nada” e a credulidade em que “vale tudo". (19)

Shermer propõe que o Ceticismo poderia ser descrito com mais precisão como ‘ceticismo racional’, para sinalizar seu uso da racionalidade – para a qual, leia-se ‘ciência’ – em seus métodos. Porém, não há nenhuma dúvida de que a filosofia do Ceticismo tem afinidades com o Humanismo, particularmente o Humanismo Científico, que foi definido por Corliss Lamont como ‘uma filosofia naturalista que rejeita todo o sobrenaturalismo e confia principalmente na razão e na ciência, democracia e compaixão humana’. (20) De fato, o CSICOP foi fundado pelo humanista Paul Kurtz, que também é o fundador e presidente do Conselho para o Humanismo Secular.

 

      

De muitas formas, os Céticos e os Fortianos são lados opostos da mesma moeda. São os Fortianos que descobrem e defendem os ‘dados’ que os Céticos então analisam. Ironicamente, são os Fortianos que mais se aproximam em espírito ao cepticismo clássico. Fortianos clássicos – aqueles que seguem a filosofia de Fort à risca – rejeitam explicações dogmáticas de fenômenos quer elas venham da ciência ou das ciências humanas.

Martin Gardner dedica um capítulo sobre Fort em Fads and Fallacies in the Name of Science no qual Fort não é desprezado tampouco maldito. Gardner nota que Fort duvidava de tudo, até mesmo de suas próprias especulações. Enquanto o Fortianismo serve para lembrar a ciência de que nenhuma teoria está acima da dúvida e que o conhecimento é provisório, ele serve a um propósito ‘bom e saudável’. (21) Porém, quando ‘um Fortiano acredita seriamente que todas as teorias científicas são igualmente absurdas, todo o humor rico da Sociedade dá lugar a uma desdém ignorante’. (22) No entanto, enquanto a ciência, o Ceticismo e o Fortianismo conseguem co-existir, há confrontos entre os Fortianos fundamentalmente anti-científicos e os Céticos fundamentalmente pró-ciência. Por exemplo, uma mensagem enviada a duas listas, uma Cética e uma Fortiana, levou a uma pequena irrupção de hostilidades. Um membro da lista de email de Céticos pediu uma definição de "um Fortiano", e recebeu uma resposta não-controversa de outro Cético que definiu o termo e dirigiu o consulente ao website Fortean Times. Porém, outro respondente forneceu uma análise muito mais severa dos métodos dos Fortianos. Isto foi enviado também à lista de Fortianos, onde um Fortiano aborrecido usou retórica semelhante para condenar os métodos científicos. Uma pequena guerra resultou então na qual vários Fortianos se congratularam por ser os verdadeiros Céticos e acusaram o Ceticismo de ter tons religiosos. (23)

Mas há uma certa esquizofrenia entre os Fortianos. Fort era declaradamente anti-científico, afirmando por exemplo que a ciência ‘é o absurdo estabelecido’. (24) Contudo Mat Coward nota que ‘o núcleo do fortianismo está principalmente preocupado com a defesa do método científico e a inclusão intelectual’ (25), enquanto Ian Simmons declara que o Fortianismo não é inimigo da ciência, sentindo que Fort se fixou como um ‘forte partidário do método científico ao invés do dogma científico’. (26) Os Fortianos, ao que parece, não só lutam com os Céticos, mas com eles mesmos.

O que Simmons e Coward parecem estar dizendo é que Fort aceitou o método científico. É apenas o dogma científico contra o qual Fort lutou – o dogma que afirma que o dados malditos não têm nenhum lugar dentro das teorias científicas atuais. O método científico está então no coração do Fortianismo. Mas é difícil acreditar que Fort aceitasse o método científico quando ele declara:

Mas que todas as tentativas científicas de realmente descobrir algo, considerando que realmente não há nada para descobrir, são tentativas, em si mesmas, de realmente ser algo. … Ou que a ciência é mais que uma investigação: Que é uma pseudo-construção, ou uma quasi-organização: que é uma tentativa para fugir e estabelecer localmente a harmonia, estabilidade, equilíbrio, consistência, entidade — A mais remota das possibilidades — de que possa ter sucesso. (27) 

 

Fontepesquisada:( http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/fort_gardner.htm)

 

POSTED BY SELETINOF AT 02:54 PM

 

Anúncios

Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 26 de outubro de 2008, em FISICAPSICOLOGIA. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: