CONHECER E CIÊNCIA 2

         

CONHECIMENTO VULGAR, CIENTÍFICO E FILOSÓFICO

 

O conhecimento em geral pode ser distinguido primeiramente em duas espécies: o vulgar e o crítico.

Conhecimento Vulgar – Este conhecimento é via de regra vago, incerto, sem plano e ateorético, espontâneo e subjetivo, cheio de prejuízos e reações emocionais. Sendo desconexo e ateorético, mesmo quando certo, não pode demonstrar as razões de sua certeza. Por sua própria denominação, vulgar, revela a sabedoria do povo, por sua experiência tradicional. Notamo-lo nos conselhos das pessoas mais velhas, nos provérbios populares, etc.

Conhecimento Crítico – É o conhecimento planejado e teórico, meditado e objetivo, metódico e sistemático. Por essa razão é crítico, pode ser demonstrar as verdades que afirma. Por sua natureza divide-se em científico e filosófico:

Conhecimento Científico– o conhecimento científico é certo e traz consigo o cunho da certeza baseado na demonstração. Distingue-se ainda do conhecimento vulgar por três características próprias:

a) Certeza – sendo teórico e metódico, o conhecimento científico é certo e capaz de apresentar as razões de sua certeza, por meio da demonstração;

b) Generalidade – enquanto que o conhecimento vulgar é particular, verificar os fatos, não descobre as relações constantes e comuns aos fatos da mesma espécie, o conhecimento científico é sempre um conhecimento de relação geral de uma lei de coexistência ou sucesso. Já vimos que não há ciência do particular. Non datur scientia de individuo;

c) Conexão – já vimos também que o conhecimento vulgar é particular e desconexo. O científico é sempre conexo com outros conhecimentos, quer seja um conhecimento de princípios que o fundamentam, quer seja de conseqüências que dele decorrem. Em virtude de sua conexão, com as leis e com os princípios, envolve totalmente os fatos e os seres.

Conhecimento Filosófico – este conhecimento, além de apresentar todas as características do conhecimento científico, é mais amplo e universal. Já vimos, com Kant que a ciência visa somente os fenômenos, isto é, investiga o campo do sensível, não ultrapassando o campo da experiência. O conhecimento filosófico não se contenta com as causas próximas, deseja isto sim conhecer as últimas causas. Pela própria definição de Filosofia já sabemos de suas finalidades e compreendemos a natureza metafísica do conhecimento filosófico.

Pelas razões expostas, Spencer, numa fórmula célebre, afirmou: o vulgar é o conhecimento não unificado; o científico é o conhecimento parcialmente unificado; o filosófico, totalmente unificado.

 

AS CIÊNCIAS MATEMÁTICAS

 

Na conceituação de matemática, devemos considerar certas diferenças entre grandeza e quantidade. No mundo físico, todos os seres comportam o mais e o menos e analogicamente, mas com impropriedade, até nossos sentimentos se dizem maiores ou menores. Essa é a idéia de grandeza e não será aconselhável, como fazem alguns lógicos, aceitar por definição da matemática ciência da grandeza. A grandeza de certo modo é sempre um dado empírico e a matemática tem objeto abstrato.

A grandeza, como vimos, existe nos seres e sua abstração é a quantidade. Daí a definição que se deve aceitar: A matemática é a ciência da quantidade; ou a definição de Estêvão Cruz: ciência das relações abstratas.

OBJETOS DAS MATEMÁTICAS

 

Pelas definições apresentadas, podemos dizer que o objeto da matemática é a quantidade e esta pode ser contínua ou descontínua:

Quantidade Contínua – É a que permite passar por todos os valores intermediários entre dois valores quaisquer; ou a que apresenta suas partes ininterruptas, formando a extensão ou o espaço, que é objeto da geometria.

Quantidade Descontínua – É a que não pode crescer ou decrescer senão por etapas ou de tal modo que se passa de um de seus valores aos imediatos como que por saltos. É o que se dá com os números que são objeto da aritmética.

Em razão desses vários campos de estudo, esta ciência, por exceção, pode usar o plural, e ainda por eles pode também ser dividida em matemáticas puras e aplicadas:

1.   Matemáticas Puras – São puramente teóricas e independentes da experiência, por isso podemos dizer que para o matemático são sufientes giz e quadro-negro. Têm por objeto apenas as idéias de quantidade ou as relações entre as quantidades, sem supor objeto particular algum. Entre as matemáticas puras, distinguem-se:

a)   aritmética” – para o cálculo serve-se apenas dos números inteiros e fracionários.

b)  algebra” – substitui os números por símbolos mais gerais; é mais abstrata que a aritmética, pois seus símbolos representam apenas as relações entre as quantidades, seja qual fôr o valor numérico que se possa dar a seus símbolos.

c)   cálculo infinitesimal” – despreza toda intuição de quantidade, mesmo algébrica, e se eleva à noção puramente abstrata de função. Compreende o cálculo diferencial e o integral.

d)  geometria” – estuda as figuras traçadas no espaço e por ser matemática pura considera as figuras ideais; pois, na verdade, a natureza não nos apresenta figuras geométricas perfeitas, como a esfera, o c´rculo, o cone, etc.

2.   Matemáticas Aplicadas – Podem ser chamadas ciências físico-matemáticas, pois aplicam as fórmulas matemáticas associadas com os princípios físicos ao desenvolvimento de outras ciências da natureza. Compreendem:

a)   mecânica racional” – ciência do movimento e das forças.

b)  astronomia” – ciência dos astros e de suas revoluções.


 


PROCESSOS DAS CIÊNCIAS MATEMÁTICAS

 

Se é verdade que o método de toda ciência depende de seu objeto, as matemáticas, sendo puramente abstratas, devem criar pela razão o seu objeto definindo-o. Criado o objeto ideal, a razão deverá deduzir suas propriedades, leis e conseqüências que as definições encerram. Para tanto, socorre-se de certos princípios indemonstráveis, os axiomas e os postulados.

Esses três processos: definição, axioma e postulado, constituem a desmonstração, método puramente dedutivo, pelo qual são estudadas as ciências matemáticas.

Definições Matemáticas – Na Lógica Formal a definição consiste na explicação da natureza de um ser real; é pois, como que uma “cópia” que deve reproduzir o definido. As ciências matemáticas, por sua abstração, não podem operar com seres reais; devem, por conseguinte, apresentar objetos ideais ou possíveis, como que “modelos”, aos quais os objetos necessariamente se conformam. As definições matemáticas por isso mesmo distinguem-se das demais por serem:

a)   genéticas” – isto é, indicam como se formam os objetos ideais. Assim em aritmética a definição de um número qualquer é aquele que se obtém, juntando-se a unidade ao número precedente. Em geometria, o cone circular é formado pela revolução de um triângulo retângulo, tendo por eixo um de seus catetos.

b)  indiscutíveis” – por caracterizarem objetos possíveis, basta que não contenham contradição, para serem indiscutíveis.

c)   necessárias” – sendo o objeto das matemáticas constituído por noções ideais ou possíveis, criadas pelo espírito, as definições são necessárias para a existência desses objetos. 

Axiomas – “São verdades necessárias, evidentes por si e indemonstráveis.” São aplicações imediatas dos princípios de identidade e de contradição a qualquer espécie de quantidade e por isso são comuns a todas as ciências matemáticas. Os axiomas mais citados são os seguintes:

“O todo é maior que as partes.”

“Duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si.”

“A soma de quantidades iguiais são iguais.” 

São princípios puramente formais e infecundos, porque deles nada podemos deduzir, sua função limita-se apenas em conservar o curso do raciocínio e o acordo do pensamento consigo mesmo.

Postulados – “São verdades, não evidentes, nem demonstráveis, mas necessárias ao desenvolvimento das ciências.” Ao contrário dos axiomas, não são aplicáveis a todos os ramos das ciências matemáticas; servem apenas para o ramo matemático para que foram enunciados. Enquanto que os axiomas são aplicações imediatas dos princípios de identidade e de contradição e, portanto, a priori, os postulados enunciam-se em conseqüência da experiência sensível, que nos permite verificar sua evidência; são, pois, a posteriori.

Afora sua própria verdade, o valor dos postulados reside em sua fecundidade, porquanto podem servir de matéria para a dedução, funcionando como premissas do raciocínio.

Apesar desses conceitos tradicionais, modernamente a condição de evidência no processo dedutivo matemático é considerada inútil. AMOROSO COSTA, em As Idéias Fundamentais da Matemática, apregoa: “A condição de evidência deve desaparecer por completo do processo dedutivo. Dizendo que um certo postulado é evidente ou não evidente, emitiremos uma afirmação que nada tem a ver com a teoria a construir. Pouco importa que os postulados apresentem aspecto artificial, obscuro ou mesmo paradoxal”.

O que deve haver de fundamental, pois, na noção de axioma ou postulado é o de representarem eles proposições indemonstráveis, cuja aceitação será necessa´ria para ponto de partida de toda concatenação lógica subseqüente.

 

Demonstração– É “uma operação pela qual se torna uma proposição evidente por meio de outra evidente por si mesma ou já demonstrada”. A verdade a demonstrar é apresentada pelos teoremas, ao passo que os problemas nos apresentam a verdade que se quer descobrir. A demonstração é essencialmente dedutiva, porque se baseia num encadeamento de igualdade, mas difere da dedução silogística propriamente dita. Tal acontece porque “deduzir” é simplesmente tirar conseqüências de uma verdade geral; “demonstrar” é provar com evidência. Há duas espécies de demonstração:

a)   Demonstração Analítica” – Consiste na demonstração de um teorema, em que se parte de uma proposição complexa que se quer demonstrar para outra mais simples já demonstrada.

b)  Demonstração Sintética” – Consiste na solução de um problema, em que se parte de uma proposição complexa, formulada pelo enunciado do problema, e se chega a outra proposição mais simples ou solução do problema.

AS CIÊNCIAS NATURAIS – SEU OBJETO

 

As Ciências Naturais, como o seu próprio nome revela, abrangem todas as ciências que “têm por objeto os fenômenos do universo material”. ARISTÓTELES já usava o termo “física” (do grego physis=natureza) em oposição à metafísica, que indica os conhecimentos externos ou que transcendem ao Universo material.

Hoje, em dia, as ciências naturais se dividem em ciências físico-químicas e biologia. As primeiras estudam apenas os fenômenos da matéria inorgânica e se dividem em:

 

Física – estuda as propriedades gerais dos corpos, todos os fenômenos térmicos, acústicos, dinâmicos, etc., verifica suas causas e estabelece suas leis.

Química – estuda a constituição dos corpos, todos os fenômenos que alteram a constituição da matéria, suas causas e suas leis.

A segunda estuda a matéria orgânica ou viva; daí a razão de seu nome:

Biologia – do grego bio=vida; estuda os fenômenos relativos aos seres vivos, sua constituição, funções, desenvolvimento e espécies vegetais e animais. Alguns autores reservam o nome “Ciências Natural” apenas à Biologia, em oposição à física e à química.

        

 

MÉTODOS DAS CIÊNCIAS FISICO-QUÍMICAS

 

Estas ciências estudam os fenômenos concretos e contingentes da matéria inorgânica e pela sucessão de causa e efeito elevam-se às leis gerais que regem tais fenômenos. Sob o ponto de vista destas ciências, devemos considerar “causa – todo fenômeno necessário e capaz de produzir outro fenômeno” e “lei – a relação constante de causa e efeito”.

As ciências físico-químicas, partindo dos fenômenos particulares para a lei geral, adotam o método indutivo de experimentação. Por esta razão estas ciências podem também ser chamadas “experimentais”.

O método experimental adota dois processo relativos ao conhecimento dos fenômenos: a observação e a experimentação; e dois relativos às leis: a hipótese e a indução.

OBSERVAÇÃO 

“A observação é a consideração atenta dos objetos e fenômenos da natureza nas condições em que eles se apresentam, a fim de lhes conhecer as causas, leis e propriedades”. A observação científica é a consideração atenta e demorada dos fenômenos naturais que se dão espontaneamente ou artificialmente.

Forma da Observação – A observação apresenta duas formas: a subjetiva e a objetiva:

a)   Observação Subjetiva” – É  a que no estudo dos fenômenos do “eu”, volta-se para o nosso interior, por meio de nossa consciência. Seu objeto são os fatos psíquicos; é método exclusivo da psicologia e denomina-se introspecção.

b)  Observação Objetiva” – É a que se qaplica aos fenômenos do “não-eu”, ao mundo exterior ou natureza. É método próprio das ciências naturais e para sua realização aplica os sentidos fundamentais: vista, ouvido, olfato, tacto e paladar.

A observação para ser perfeita exige do observador condições físicas, intelectuais e morais. Fisicamente, o homem deve contar com órgãos perfeitos que lhe permitam observar com vigor; a miopia, a surdez e outros defeitos podem prejudicar os resultados da observação. Ainda que perfeitos e aguçados os sentidos às vezes exigem aparelhos que lhes dêem maior alcance, como lunetas, telescópios, mocroscópios, fotografia e modernamente o computador,  o acelerador de partículas, etc.

No concernente às condições intelectuais é preciso que o homem tenha atenção científica, que difere da vulgar. ROSSEAU  afirmou: “É preciso muita filosofia para observar o que se vê todos os dias”. Além disso, fazem-se necessárias habilidade e sagacidade. Segundo ESTEVÃO CRUZ, “Vendo oscilar um lustre na catedral de Pisa, GALILEU, ainda estudante, formulou o princípio do isocronismo, que completou tempos depois e estendeu a muitas aplicações, entre as quais ao uso do pêndulo nos relógios mecânicos”.

Dentre as condições morais, é preciso paciência, pois a natureza não nos mostra tudo à primeira vista e uma indução apressada em geral é ilegítima. A coragem, m muitos casos, é outra condição moral imprescindíve. Em nossos dias perguntaríamos: será preciso coragem para pilotar as naves espaciais e sonhar o espaço sideral?

A imparcialidade também prejudica a observação e CLAUDE BERNARD disse que o observador deve escutar a natureza e escrever o que ela lhe ditar.

 

EXPERIMENTAÇÃO

“A experimentação consiste em intervir nos próprios fenômenos, reproduzindo-os nas condições mais favoráveis para serem observados”. Trata-se, pois, de uma observação artificial. A experimentação é um meio de pesquisa superior à observação de fatos espontâneos, pois nos permite reproduzir várias vezes o mesmo fenômeno, isolá-lo de certas causas perturbadoras, variar indefinidamente as circunstâncias em que se produz, enfim, estudá-lo por partes e sob todos os seus aspectos. O mérito de ter introduzido a experimentação na pesquisa científica deve ser atribuído a GALILEU, BACON E DESCARTES.

HIPÓTESE

Do grego hypothesis = ”suposição”, em sentido lato, consiste em se supor conhecida a verdade procurada. Depois de observados, os fatos precisam de explicação e o cientista para encontrá-la deve recorrer a uma hipótese, que, em se tratando de processo das ciências experimentais, pode ser definida “explicação provisória dos fatos”.

A hipótese centífica difere da simples suposição vulgar, que se propõe explicar os fatos ou fixar idéias em torno de coisa já conhecida. A hipótese não deve ser puramente subjetiva, mas fundamentada na observação. Deve ser precedida pelo conhecimento de certos fatos, cuja  natureza, origem e fins são ainda desconhecidos. A hipótese cientifíca é justamente a explicação  provisória dessa natureza, origem  e fins dos fatos. Uma vez provada a sua veracidade, pela experimentação, perde a razão de ser por ter já  desempenhado o seu papel. 

INDUÇÃO

Uma vez observados e experimentados os fatos e provada, a hipótese, o cientista deve generalizar essas verdades. A indução é o raciocínio que vai do particular para o geral; é, pois, o raciocínio adequado às ciências experimentais, cujas leis são estabelecidas pelo método indutivo.

AS REGRAS DO MÉTODO EXPERIMENTAL

 

Sendo o método experimental essencialmente indutivo, as regras da indução devem ser obedecidas em seu processo:

1°) A relação que se quer generalizar deve ser verdadeiramente essencial.

2°) Os fatos aos quais se estende a relação devem ser verdadeiramente idênticos aos fatos observados, tomando-se a causa no sentido integral.

Além disso, devemos considerar as regras peculiares a cada um dos processos do método experimental:

a)   Observação – deve ser exata e completa, isto é, o observador deve considerar o fenômeno em sua integralidade, em todos os seu elementos, sem acrescentar algo que não lhe pertença. Deve ser ainda precisa e metódica, ou exprimir o que a própria natureza impõe  no desenrolar dos fenômenos.

b)   Experimentação – neste particular, devemos a BACON e STUART MILL a sistematização das regras experimentais.

1.   Método das Coincidências Constantes de Bacon – Considerando que a causa de um fenômeno é o antecedente que a ele está sempre unido por uma relação constante e invariável, BACON afirmou que determinar a causa eficiente de um fenômeno consiste em descobrir, entre todos os antecedentes, aquele a que o fenômeno está invariavelmente ligado. E assim formulou as regras do método experimental: Posita causa, sequitur effectus; Sublata causa, tollitur effectus; Variante causa, variatur effectus (Posta a causa, segue-se o efeito; Suprimida a causa, desaparece o efeito; Variando a causa, varia o efeito).

Para a aplicação dessas regras, aconselhou ao experimentador o uso de três tábuas: a de presença, a de ausência  a de gradução, em que, segundo as regras, respectivamente deve anotar todas as circunstâncias do fenômeno.

2.   Métodos Experimentais de S. Mill – Este filósofo reformulou com mais precisão as regras de BACON e acrescentou ainda o Método dos Resíduos, que pode ser formulado assi: “Subtraindo-se de um fenômeno a parte que se sabe ser o efeito de certos antecedentes, o reíduo do fenômeno é o efeito dos antecedentes restantes”.

 

PECULIARIDADES METODOLÓGICAS DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

 

Vimos que a Biologia estuda os fenômenos relativos aos seres vivos, sua constituição, funções e desenvolvimento nas espécies vegetais e animais. Na sistematização de seu objeto, a biologia distingue dois grupos de ciências:

a)   Ciências de Fatos – Estudam os fenômenos vitais e estabelece suas leis, compreendendo a “fisiologia”, que se refere ao funcionamento normal dos órgãos vegetais e animais,  a “patologia”, que se refere ao funcionamento anormal desses órgãos.

b)  Ciência de seres e de Formas – Estudam os indivíduos e suas formas para determinar-lhes o tipo, compreendendo a “botânica”, relativa aos vegetais, e a “zoologia”, relativa aos animais.

No concernente à metologia relativa às “ciências de fatos”, por se assemelharem às ciências fisico-químicas, que remontam dos fatos às leis, usam dos mesmos processos de observação, experimentação, hipótese e indução. Todavia, a experimentação na biologia sofre restrições. Já porque a complexidade funcional dos seres vivos impedem experiências exatas, já porque, em certos casos, não é lícito seu emprego. Na verdade, não apenas é ilegal, mas imoral, inocular no homem bacilos de moléstias de terapêutica desconhecida para verificar seus efeitos.

Relativamente às “Ciências de seres e de formas” os processos são outros. Como estas ciências devem se elevar dos indivíduos variáveis aos tipos gerais e onstantes, utilizam-se da observação, comparação, analogia e classificação.

 Fontepesquisada:(Dino F. Fontana, HISTÓRIA DA FILOSOFIA, PSICOLOGIA E LÓGICA, sARAIVA, São Paulo, 1969)  

POSTED BY SELETINOF 0:59 PM 

 

 

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Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 8 de junho de 2008, em EPISTEMOLOGIA. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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