FISICAPSICOLOGIA – UMA VIAJEM AO GRANDE ALÉM DE DENTRO

    

 

Rogério Fonteles Castro

Graduado em Física pela Universidade Federal do Ceará

 

O grande paradoxo que gira em torno do fenômeno psicofísico aponta para a sedução consciente que temos de tentar mapear, ou simplesmente, apreender o inapreensível: o diagrama psicofísico”, abaixo, de nossa autoria, e todo o nosso trabalho aqui é um reflexo dessa influência sedutora. Porém, tal diagrama é, antes de tudo, apenas uma esboço do plano geral de nossas pesquisas e não um modelo psico-material da realidade; na verdade, concordamos aqui com Martin Heidegger  este afirmava que, sendo o Nada o fundamento do Ser, este é inapreensível.

 

DIAGRAMA PSICOFÍSICO –  Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique, encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique.

 

Heisenberg, defensor genial da ortodoxia quântica, afirmava mesmo que qualquer modelo explanatório que possamos construir da realidade só pode ter a finalidade duma melhor compreensão, representando apenas uma especulação. Portanto, à luz da “interpretação de Copenhagen” (ou, da ortodoxia da mecânica quântica), da teoria dos quanta, mesmo a oposição tradicioanal entre “realismo” e “idealismo” não pode mais ser empregada e as teoria tradicionais do conhecimento fracassam. Os processos que se verificam no tempo e no espaço de nosso ambiente diário são propriamente o real e deles é feita a realidade de nossa vida concreta. “Quando se tenta, diz Heisenberg, penetrar nos pormenores dos processos atômicos que se ocultam atrás desta realidade, os contornos do mundo “objetivo-real” se dissolvem, não nas névoas de uma nova imagem obscura da realidade mas na clareza diáfana de uma matemática, que conecta o possível (e não o “factual”) por meio de suas leis”. (…) Mas constatamos que o mesmo ocorre com a realidade psicomaterial investigada aqui.  

Ainda, no texto abaixo,  retirado  do  livro  A DANÇA DO UNIVERSO, autor Marcelo Gleiser (físico brasileiro, atualmente professor de física e astronomia do Dartmouth College, em New Hampshire), fica muito claro a importância da criatividade em qualquer atividade produtiva do homem. Mas nosso fascínio pela Natureza e seus mistérios, sim, é a mola mestra de tudo… Com isto em mente, nesta postagem, estabelecemos uma "visão geral" do trabalho desenvolvido aqui.

Muitos pensam que a pesquisa científica é uma atividade puramente racional, na qual o objetivismo lógico é o único mecanismo capaz de gerar conhecimento. Como resultado, os cientistas são vistos como insencíveis e limitados, um grupo de pessoas que corrompe a beleza da Natureza ao analisá-la matematicamente. Essa generalização, como a maioria das generalizações, me parece profundamente injusta, já que ela não incorpora a motivação mais importante do cientista, o seu fascínio pela Natureza e seus mistérios. Que outro motivo justificaria a dedicação de toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, senão uma profunda veneração pela natureza? A ciência vai muito além da sua mera prática. Por trás das fórmulas complicadas, das tabelas de dados experimentais e da linguagem técnica, encontra-se uma pessoa tentando transcender as barreiras imediatas da vida diária, guiada por um incrível desejo de adquirir um nível mais profundo de conhecimento e de realização própria. Sob esse prisma, o processo criativo científico não é assim tão diferente do processo criativo nas artes, isto é, um veículo de autodescoberta que se manifesta ao tentarmos capturar a nossa essência e lugar no Universo.                                    

Sobre a grandeza e a miséria do homem escreveu Blaise Pascal, sobre o brilho e  miséria das cortesãs, escreveu Honoré de Balzac; porque não escrever agora sobre a grandeza e a miséria da fisicapsicologia? É verdade que a

fisicapsicologia (termo aqui introduzido por nós), definida aqui como uma ciência que se propõe estudar a matéria e a psique sob um mesmo ponto de vista, é um assunto por demais polêmico; sua grandeza, ainda, é muito questionável; mas, não se pode afirmar, que ela seja tão miserável quanto o homem. Mário Schenberg, físico brasileiro de renome internacional, nos dá abaixo uma idéia da grandeza de tal  unificação (aqui denominada, por nós, de fisicapsicologia), caso ela se realize um dia.

 

Heisenberg, falando em seu livro, cujo título da edição em português é Fisica e Filosofia, sobre a importante unificação da química com a física, que havia sido feita no século XX com o patrocínio da mecânica quântica, faz o seguinte questionamento: “Qual seria o próximo passo? O novo seria a unificação da física com a biologia, esta entendida num sentido amplo, englobando citologia, e todas as áreas ligadas ao homem”. E não podemos esquecer isto. É grande a lição da mecânica quântica, se já não era lição na sabedoria comum, de que toda nossa ciência é uma criação humana. Por isso, talvez a coisa mais importante seja compreender melhor o homem, do que essas teorias da Grande Unificação e outras coisas nesse sentido. Sem contar que nosso interesse em conhecer o homem é maior do que conhecer as teorias da Grande Unificação. Nós estamos num momento terrível da história da Humanidade, porque vivemos uma época em que não sabemos se daqui a dez anos ela existirá ou não. Uma guerra nuclear nas condições atuais, certamente levaria à destruição de toda vida sobre a Terra.

Assim, vejo uma grande sabedoria nesta previsão de Heisenberg. Porque na biologia, penso eu, também incluiria a psicologia e outras áreas mais diretamente ligadas ao homem. Seria um progresso mais na direção do Homem do que do Cosmo. Evidentemente, esta maior compreensão do homem, poderia eventualmente modificar também radicalmente, a nossa compreensão do Cosmo. Portanto, estou inclinado a ver mais dessa maneira: os passos mais essenciais seriam descobrir algo qualitativamente diferente (não estou dizendo que não se façam progresos importantes em partículas elementares ou noutros ramos da física). (…) Mas, ao que parece, o próximo grande passo na física, ou nas ciências naturais, digamos assim, seria na direção de uma compreensão maior da Vida e do Homem. Acreditava Heisenberg que com os conceitos atuais da física, não conseguiríamos fazer esta unificação, porque nos falta algo muito essencial. O que caracteriza a Vida, é uma certa historicidade, um tempo histórico, que não é o tempo da física. O  tempo físico é mais matemático, e o tempo histórico tem outras características. Ainda, Heisenberg achava muito importante introduzir na física algo que se aproximasse do tempo histórico. Na física ou fora dela, o fato é que esta introdução seria o mais importante. (…) Eu pertenço a uma certa tradição, pois afinal fui aluno de Pauli, e sofri sua influência; assim acredito que talvez a união da física com a biologia, seja precedida da união da física com a psicologia.

Deduz-se das palavras de Mário Schenberg que, para uma possível unificação da física com a psicologia, é necessário se fazer um estudo profundo dos conceitos da física, mais princisamente no que diz respeito à mecânica quântica; tal se justifica pelo fato de somente no nível mais sutil da matéria ser possível observar seu caráter psíquico. Óbvio que um estudo pormenorizado das noções utilizadas no campo da psicologia é também imprescindível ao encaminhamento das pesquisas necessárias à realização da propalada unificação; além, claro, de um profundo conhecimento filosófico. Afinal, é ao homem que queremos descrever, compreender, explicar e dominar 

Desde o momento em que veio à luz o livro INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA E PSIQUE, onde Carl Jung e Wolfgan Pauli expuseram os princípios da unificação da física com a psicologia (hipótese ou teoria psicofísica), já se passaram aproximadamente 73  anos. Ano após ano se multiplica o número de partidários da teoria psicofísica de Jung e Pauli e cresce cada vez mais a sua influência. Em que essa teoria reflete fielmente a realidade e dá a conhecer as leis da evolução do universo? A físicapsicologia,  cognome dado, por nós, à teoria psicofísica de Jung e Pauli, busca respoder estas questões.

 

 

A maioria dos pesquisadores das ciências, principalmente no presente, como é sabido de todos, procuram ficar bem distantes de qualquer assunto ligado à religião, ao misticismo, ou a qualquer outro assunto que não seja aprovado pela comunidade científica institucionalizada: é justificável tal atitude e concordamos plenamente com tal regulamento, pois  evita vários mal entendidos e, principalmente, a proliferação de teorias absurdas. Porém, não é crime as abordagens heterodoxas. Isaac Newton já afirmava que ciência e religião são duas coisas totalmente distintas… E aqui não estamos misturando tais coisas. Esta mistura, quando ocorre, acontece simplesmente pelo sucesso que a ciência tem alcançado em todas as áreas do conhecimento, promovendo então verdadeiros milagres: daí, portanto, alguns buscarem o aval da ciência para o estabelecimento de seus planos doutrinários.

Aqui, todavia, com um pé na física e o outro na psicologia profunda, esboçaremos uma estrutura na qual possamos pensar a matéria e a psique através de um mesmo paradígma, de um mesmo ponto de vista. Quanto aos caminhos, sim, deveremos trilhar aqueles já bem conhecidos por todos os pesquisadores: Newton, muitas vezes, justificava seu grande sucesso por ter, ele mesmo, se erguido sobre os ombros de gigantes (Galileu, Arquimedes, Euclides, etc). Imagine, então, nós! Contudo, queremos dizer que não vemos mal algum em se tentar naturalizar o conhecimento humanístico; ainda mais quando isto possa trazer alguma vantagem para nossa sociedade.                                      

                    

A físicapsicologia, assim, é um estudo da Natureza com base na física quântica, a partir da hipótese psicofísica de Carl G. Jung e Wolfgan Pauli. É uma forma de sincretismo teórico, que abarca, além das teorias quânticas, conteúdos de algumas escolas filosóficas

. Maslow, dizia que o ser humano necessitava transcender sua psique, conectando-se a outras realidades, procurando pela verdade, de forma a entender sua existência e ajudar a si próprio: a fisicapsicologia, longe de questionar tal transcendência, se limita estudar a psique e a matéria – ambas constituindo uma mesma  realidade   e, aplicando métodos específicos da ciência, busca conhecer as leis que regem os fenômenos psicofísicos mais profundos.

 
 

 

A conseqüência extrema da posição de psicólogos, de físicos e de biologistas, será admitir que "a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior" (M. L. von Franz).

 

Evitando, assim, a metafísica, como método em nossos questionamentos, seguimos com os nossos estudos tentando aplicar o aforisma de Francis Bacon: Naturam renuntiando vincimuspela renúncia vencemos a natureza. Assim, por mais paradoxal que pareça, o processo para arrancar à natureza seus mistérios e pôr suas forças a nosso serviço, se realiza renunciando ao conhecimento de sua “essência”. Embora tal renúncia seja somente provisória, trata-se contudo de um acontecimento de grande significação. Pois este método paradoxal de penetrar nos segredos da natureza mais e mais profundamente, renunciando a responder às questões que sempre tinham sido propostas (pense-se nas numerosas “causas” de Aristóteles), sempre de novo se mostrou frutuoso. Uma tal atitude favoreceu o conhecimento teórico e não a prática. É isto que é notável, mas facilmente comprrensível se se olhar de mais perto.

Aqui está o ponto em que a maneira especificamente matemática de pensar desempenhou seu papel. A “renúncia” tem por conseqüência uma limitação de respostas possíveis sobre a natureza. Em muitos casos esta limitação, a impossibilidade de dar diversas respostas, se deixa precisar matematicamente. Resulta daí que as possibilidades estruturais de formular matematicamente as leis da natureza são igualmente limitadas. A fórmula é sempre determinada e em casos extremos absolutamente imutável. Não é como se somente o processo, e não a causa, de um fenômeno fosse representável pelos meios matemáticos, mas que outros conhecimentos a que se renunciou podem ser conhecidos positivamente por métodos matemáticos.

Assim, a utilização da matemática na construção do conhecimento, se caracteriza mais por dominar (por meio de fórmulas, de simetrias) os fatos constatados experimentalmente por meio dessas regras, leis, fórmulas, e não mais de explicá-los ou compreendê-los. Este novo modo de encarar se manifesta em nosso dias de forma extrema na teoria dos quanta, onde qualquer passo novo leva a fatos surpreendentes, inexplicáveis (e a fortiori, incompreensíveis), e que só foi possível dominar pela formação de conceitos novos e aparentemente paradoxais: que se pense no “dualismo” de corpúsculo e onda. O mesmo se dá também na realidade psícomaterial profunda a qual carece de total compreensão e explicação. Assim, a unificação da fisica com a psicologia proposta aqui, se dará num nível psicomaterial de difícil compreensão, impossível de explicar, incapaz de ser visualizado pela percepção humana. De tudo isto, é natural que esta unificação se realize mais no nivel da linguagem, e tudo quanto faremos para interpretarmos tal realidade, seguindo o mesmo caminho das teorias científicas,  se estabelece de forma hipotética: pois,  a vida vivida, afirmada pelos fenomenologistas, não se esgota jamais na vida refletida                                                  

O espírito da primitiva matemática grega, seguindo o método de postulados e teoremas como na Geometria dos Elementos de Euclides, dominou o pensamento matemático até à época do Renascimento. Uma nova e vigorosa fase no desenvolvimento da Matemática começou com a aparição da Álgebra no sec. XVI, e os 300 anos que se seguiram foram testemunhas de grande quantidades de importantes descobertas. O raciocínio lógico, preciso, do método dedutivo, com o uso de axiomas, definições e teoremas, esteve manifestadamente ausente durante este período. Em vez disso, os pioneiros nos séculos XVI, XVII e XVIII recorriam a uma mistura de raciocínio dedutivo combinado com intuição, mera conjectura e misticismo, e não surpreenderá que se tenha visto mais tarde que alguns dos seus reultados eram incorretos. Contudo, um número surpreendentemente grande de importantes descobertas ocorreram neste período e uma grande parte deste trabalho sobreviveu à prova da História – um prêmio à destreza e engenho daqueles cientistas.

 

          

RELATIVIDADE DOS CONCEITOS.  Quando os meus olhos te vêem, diz Seletinof a um amigo, somos quatro: primeiro eu, depois tu; ainda, eu em tu e, por fim, tu em mim. 

 

Poderíamos muito bem pensar que as pesquisas no campo da físicapsicologia encontram-se hoje aproximadamente na mesma situação da matemática após a descoberta da Álgebra no século XVI. Entretanto, não é bem a realidade, parece mesmo que na situação atual o estudo no campo da unificação da física com a psicologia mais se assemelha ao misticismo. Isto dado pela grande dificuldade da matematização dos fatos ou fenômenos psicofísicos.  

Vemos que a física, para matematizar os fenômenos da natureza, primeiro estabelece a limitação do problema em questão, pois, somente após isto, é possível precisá-lo numericamente; mas é com o auxílio da objetividade no tratamento dos dados analisados que se realiza tal limitação… O significado dos acontecimentos em nossa vida é obtido através da ligação de informações (impressões sensoriais) obtidas através de nossas experiênias: não obstante uma simples impressão sensorial seja completamente subjetiva e não comunicável, o mesmo não se dando quando temos duas impressões no mesmo orgão sensitivo. Constatamos a existência de muitas tonalidades do azul; por exemplo, pálido, escuro, avermelhado e esverdeado. Se duas dessas tonalidades são observadas por duas pessoas, é quase certo que haverá acordo entre elas sobre se as tonalidades são as mesmas ou distintas. Assim, podemos classificar as impressões sensoriais como pertencentes à classe das experiências objetivas, desde que consideradas aos pares; ou seja, a objetividade nasce das impressóes sensoriais dadas aos pares. Por isso mesmo a física enveredou pelo caminho que leva ao envolvimento de pares de impressões sensorias, ao invés de impressões isoladas, propiciando o uso da linguagem matemática que está sujeita às mesmas limitações. 

Já no ano de 1500, Leonardo da Vinci escrevia que em cada disciplina há tanta ciência verdadeira quanto houver nela matemática: a física moderna transformou-se em matemática… a fisicapsicologia também almeja tornar-se matemática Então, dessa forma, a

 pesquisa objetiva sobre a natureza do universo é possível, fica garantida, mas o resultado é uma espécie de mundo sombrio destituído de qualquer cor intrínseca. Como, entretanto, cada observação se baseia em percepções sensoriais, a execução desse programa poderia criar um vazio intolerável entre os observadores experimentais e os teóricos.

Assim, sempre  se esforça ao máximo para não haver perda da conexão com os dados observacionais. Foi compravado que isso é possível até certo ponto de uma forma pictórica bem convincente por meio de linhas de campo etc. Também no domínio dos átomos não se necessita introduzir sempre figuras novas e não-familiares, mas se pode servir das usuais; é verdade que necessita-se de duas diferentes, uma ondulatória e outra com caráter de partícula. A única coisa necessária é restringir sua aplicabilidade e tomar cuidado para que de seu uso não resultem contradições lógicas. Isso é possível e justamente constitui um dos mais belos episódios da dísica Física Moderna, pelo qual se deve muito a Niels Bohr. Entretanto, à expressão de Hertz, imagem, Max Born prefere expressões como ajudas visuais ou ajudas visuais parciais. Enfim, todas as percepções sensoriais são imagens, e o que realmente está por trás do fenômeno (que Kant chama a coisa em si) permanece obscuro.  

Igualmente à ciênia Física que elabora seus conceitos utilizando dialeticamente os pontos de vista do empirismo e do racionalismo, ao longo de nossa caminhada buscamos agir sempre, também, de forma dialética. Portanto, visando a harmonização de idéias contraditórias, perseguimos sempre uma realidade “maior” na qual os pontos de vista problemáticos sejam integrados numa visão mais satisfatória à novas questões. Nesse sentido, visitamos diversos pontos de vista do conhecimento científico e filosófico procurando tornar nossa visão mais ampla e mais acurada: nosso trabalho consiste mesmo de vários textos, de bibliografia variada, alinhavados por nós no intuito de conferir-lhes uma unidade na qual seja possível fazer uma introdução ao estudo da fisicapsicologia. O mais importante, então, não é mostrarmos textos inéditos de nossa autoria; mas, acima de tudo, tornar o mais claro possível os nossos  posicionamentos. Dessa forma, a maior parte de nossas publicações são na verdade vários instantâneos sobre o Homem e o Cosmo (textos, pensamentos e vídeos), nos quais tentamos mostrar a natureza humana, e, claro, vislumbrar os mistérios do Universo em que vivemos.

Artigo bastante esclarecedor foi publicado aqui em três partes:

1- http://petroleo1961.spaces.live.com/blog/cns!7C400FA4789CE339!916.entry;

2- http://petroleo1961.spaces.live.com/blog/cns!7C400FA4789CE339!918.entry; 

3- http://petroleo1961.spaces.live.com/blog/cns!7C400FA4789CE339!919.entry;   

 

Certos de que trilharmos um caminho bastante difícil, queremos, desde já, contar sempre  com a compreensão e camaradagem de nossos amigos leitores: "Tentar estabelecer relações entre física e psicologia (ou entre física e arte, ou física e religião) é uma tarefa difícil. Qualquer autor que se aventure a buscar a interface entre dois campos tão diferentes corre graves riscos. Em qualquer estudo que queira comparar a física à psicologia pressupõe-se que o autor conheça e compreenda igualmente bem os dois assuntos. No entanto, verifica-se que esse pressuposto muitas vezes não é satisfeito. Encontramos obras escritas por médicos e psicólogos, tentando encontrar relações entre seus campos de estudo e a física quântica (por exemplo), nas quais se percebe claramente que os autores não compreendem os conceitos básicos da física moderna. Inversamente, há estudos escritos por físicos, tentando relacionar sua disciplina a outras áreas – como a psicologia ou a filosofia – e que pecam igualmente pelo desconhecimento quase total do outro termo de comparação. É compreensível que isso ocorra. Afinal, não é fácil adquirir competência adequada em um campo de estudos – e é mais difícil ainda obtê-la em dois. (…) Evidentemente, o resultado de tentativas de aproximação entre as duas áreas por parte de quem não lida adequadamente com ambas costuma ser catastrófico. Por outro lado, um casamento adequado entre duas disciplinas distintas pode levar a resultados novos e excitantes, e o prêmio pode compensar o risco" (R. A. Martins, Grupo de História e Teoria da Ciência, Instituto de Física “Gleb Wataghin”, Universidade Estadual de Campinas, Unicamp).

Enfim, fortes e sempre preparados para a seara, aqui procuramos separar o joio do trigo. Bem sabemos, entretanto, que “o mundo não é o que penso, mas o que vivo, estou aberto ao mundo, comunico-me indubitavelmente com ele, mas não o possuo, ele é inesgotável”. Portanto, com esse pensamento de Merleau-Ponty em mente, com as mangas arregaçadas e os pés no chão nos encaminhamos, humildimente, dia-a-dia ao trigal visando sempre colher os melhores "frutos"… Obrigado a todos os visitantes! 

 

 POSTED BY SELETINOF 0:41 PM 

 

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Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 1 de junho de 2008, em EDITORIAL. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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