LACAN E O DESEJO DO DESEJO DE KOJÈVE – IV

     

A Determinação Causal da Subjetividade

 

Para o Lacan da Tese de 32, a “estruturação da personalidade” era apenas uma parte da totalidade determinativa da psicose paranóica, junto com fatores individuais e sociais. Para evitar o organicismo e o causalismo cegos de tipo naturalista, nosso autor armou todo o conceito de personalidade em cima de idéia de “processo psíquico”, não forjada por ele, mas importada da volumosa obra psiquiátrica de Karl Jaspers, a Psicopatologia geral.65 Este conceito serviria para contrapôr-se à hipótese de que a personalidade psicótica se formaria apenas por reação a um trauma ou por meio de processos orgânicos.66 O filósofo alemão supunha que no caso das psicoses, incompreensíveis em si mesmas, o método humanístico do Verstehen encontraria fatalmente alguns limites intransponíveis, uma vez que o entendimento desta afecção psíquica não depende somente da consciência. O psicólogo deveria optar então, nesses casos, também pela Erklärung e os fatores causais, compondo uma peça híbrida de cooperação mútua.

 

Porém, os objetivos de Lacan não eram os mesmos de Jaspers. Lacan não pretendia separar, mas unificar os campos distintos de atuação do conhecimento. Ele aspirava a defender a hipótese de que o processo psíquico aplicado à paranóia emprestaria legitimidade à noção de que a personalidade é uma estruturação, uma organização em torno da individualidade mergulhada num meio social, e de que a psicose, por outra parte, seria uma anomalia que se ordena por todos estes meios, em vez de somente por causas orgânicas ou por reação a um dado de tipo atômico na vida interior do indivíduo.

 

Jaspers trabalhava com a composição dos métodos fenomenológico, compreensivo e explicativo. No entanto, se, por um lado, era perfeitamente claro para o psiquiatra e filósofo de Heidelberg que o conteúdo compreensível das psicoses era restrito, e de que, por outro lado, a noção de “personalidade” pertencia inteiramente ao campo do compreensível, já para Lacan, essas distinções e esclarecimentos acerca de campos de atuação de especificidades do conhecimento não eram importantes. Lacan supunha, deveras, que uma definição objetiva de personalidade poderia ser encontrada precisamente nas três coordenadas que foram elencadas acima: biografia, imagem de si e relação com o outro.

 

65. Cf. LACAN,J. 1975a, pp. 139-148.

66. Cf. “A paranóia como fenômeno de conhecimento”, capítulo II de SIMANKE, R. 2002, pp. 59-150, que descreve a montagem da tese lacaniana com riqueza de detalhes.


 

Obviamente que, ao passar por cima dos limites do compreensível e buscar uma espécie de “terceira via”, a psicogênese que Lacan conseguiu circunscrever no seu trabalho, a organização da personalidade em torno de conflitos e fixações,67 trouxe-lhe alguns problemas de precisão ou, pelo menos, de amarração, para delimitar rigorosamente a suposta determinação causal. O próprio Jaspers já advertia que uma teoria da personalidade não poderia contar com nenhuma espécie de causalidade unívoca, exigência normal, em sua opinião, de toda a psicopatologia.68 Lacan, no entanto, insistiu em compor um trabalho entrecruzado por elementos de tipo “compreensível” e “incompreensível”, sem restar importância ou, pelo menos, indicar efetivamente ao leitor a miscigenação dos métodos e o lugar prescrito de aplicação de cada um deles. A idéia de “processo” em Jaspers servia apenas para o “incompreensível” dos objetos psicopatológicos; ao utilizá-la numa teoria da personalidade, de tipo compreensivo, esses limites deveriam inevitavelmente aparecer como contradição.69

    

Não obstante, o princípio do determinismo, exaustivamente buscado por Lacan ao longo de toda a sua tese,70 longe de lhe parecer contraditório, aplicava-se com igual virtude para os tipos de causalidades mais complexas.71 Ogilvie, justamente sobre este ponto, pensa que:

… o princípio do determinismo (…) não leva Lacan de nenhum modo a considerar como sem valor ou sem realidade aquilo que parece lhe escapar, mas, ao contrário, a buscar o tipo de determinismo adaptado àquilo que se apresenta justamente como o que lhe escapa. O indeterminado aqui não é o contrário do determinado, mas a manifestação fenomênica de uma das vias particularmente complexas do determinado. 72

Ao citar o “paralelismo” de Spinoza, Lacan queria certamente expressar que a realidade da psicose era uma só, uma totalidade ontológica que poderia ter dois aspectos distintos na sua apresentação, um orgânico e outro mental, mas que, objetivamente, só poderia ser compreendida de uma maneira unívoca: uma totalidade constituída pelo indivíduo e pelo seu próprio meio-ambiente.73 Vemos aqui, in nuce, a aquisição do pressuposto filosófico, jamais revisto, de que é factível juntar gêneros teóricos incompatíveis, como ciência e subjetividade. Mesmo quando desistiu do discurso científico, o problema ficou sendo do discurso da ciência, não da psicanálise, já que esta levava em consideração o inconsciente que a ciência tentava apagar.74  

 

67. LACAN,J. 1975a, p. 254.

68. Cf. JASPERS,K.1973, p. 511.

69. “(…) De outro lado, existem psicoses resultantes de processos, encerrando conteúdo sem conexão compreensível alguma com a biografia, se bem que, como é natural, os conteúdos devam ser tirados da história anterior…”. Idem, p. 461.

70. Cf. LACAN,J. 1975a, pp. 72, 252, 314, 328.

71. Idem, p. 39: “O ato voluntário pode seguramente ser definido por um encadeamento causal mais complexo que o do ato reflexo.”

72. OGILVIE, B. 1993, p. 16.

73. Cf. LACAN,J. 1975a, p. 337.

 

Voltando ao nosso ponto, a noção de personalidade proporcionava na época uma guarida ideal para as premissas da psicologia concreta. A personalidade, constituída sob a clave de rivalidades e fixações é, afinal, figuração do próprio drama. Entretanto, ela não poderia resistir tão firmemente às suas exigências de determinabilidade e objetividade científica. A tentativa de circunscrição objetiva do incondicionado, como prevê Jaspers, deve arrefecer em grande medida os ânimos deterministas de qualquer um que haja sido afetado por esta vontade. A multiplicidade causal certamente dilui a fixidez da determinabilidade: na tese de Lacan, a personalidade paranóica, embora apresentada como univocidade causal da paranóia, era, na verdade, o resultado da concomitância de três tipos de causalidade: 75

               (1) Tanto de causas ocasionais, ou processos orgânicos não específicos que determinam o desencadeamento de sintomas;

                 (2) como de causas eficientes, que são os determinantes estruturais, tais como as fixações inconscientes do indivíduo;

                  (3) e também de causas específicas que reuniam todos os fatores vivenciais concretos do eu do sujeito.

 

Como assegurar nessa diluição determinativa que o fundamento concreto era também o originário científico da personalidade? Estaria, obviamente, tudo muito mais fácil quando Lacan localizasse no eu uma só e objetiva “psicogênese concreta” para todas as patologias:

É Kojève leitor de Hegel quem fornece a Lacan o meio de formular a idéia de que a estrutura reacional do sujeito não está ligada a uma situação que a permitiu de maneira ocasional, mas de maneira essencial, na medida em que ela já a contém em si mesma; o sujeito não é anterior a esse mundo das formas que o fascinam: ele se constitui, antes de tudo, nelas e graças a elas. 76

Na realidade, ocorre que a noção politzeriana de “drama” definitivamente não se presta a ser qualquer coisa a mais que uma generalização de particularidades.77 O drama de Aimée são os seus conflitos particulares, as identificações rivalizadas que ela conformou em relação com seus coetâneos. O drama de Aimée é um drama paranóico, semelhante a outros dramas paranóicos. A palavra “drama” é compreendida, claro, sem as suas conotações emotivas e as suas ressonâncias românticas. Porém a intenção do uso técnico do termo é somente a de evitar que os fatos psicológicos sejam vistos em terceira pessoa. Todos os dramas são dramas pessoais, relativos a um eu, pois não há drama abstrato. O drama paranóico de Aimée não prevê nem constitui a forma necessária dos dramas paranóicos. Como  no caso dos “jogos de linguagem” de Wittgenstein, há entre todos os dramas somente uma “semelhança de família”.78 Assim sendo, “o drama” confunde-se com os dramas particulares de Maria, de Pedro ou de João, e nada deles separa numa espécie de proposição universal abstrata. São descrições empíricas, não explicações hipotético-dedutivas de regularidades passíveis de serem convertidas em leis preditivas. Descrições empíricas são induções de particularidades que descrevem uma espécie de ocorrência, cuja inferência é tão legítima como qualquer outra realizada a respeito dos mesmos fenômenos. Não se trata de ciência no sentido clássico, mas de um conhecimento empírico. Por conseguinte, o movimento de Lacan em busca do determinismo específico do concreto ou da ciência da subjetividade é uma reflexão de segunda ordem para perguntar-se que espécie de descrição é o “drama”, como se pode defini-lo mais precisamente, quais as suas linhas mais gerais, e por quê e como acontece.

 

74. Cf. LACAN,J. 1991, pp. 44ss.

75. Idem, pp. 347-348.

76. OGILVIE,B1993, p. 110.

77. Cf. POLITZER,G. 1998, pp. 43, 67-69.

 

O que Lacan aspirava para as suas ambições científicas era, em definitiva, incorporar as suas causalidades concretas na própria definição de “drama”. Para propor uma nova noção nosográfica é preciso traçar as linhas gerais de todos os dramas particulares, é preciso achar um enredo79 para o drama em geral. É a “luta pelo puro prestígio”, o “desejo de reconhecimento”, o script geral kojeviano para a categoria de “drama”. Pois, do ponto de vista social, todo desejo é uma luta entre Senhor e Escravo, dominador e dominado, motor da história numa luta de classes sem fim, e, do ponto de vista do indivíduo, o desejo é a identificação do eu pelo outro, ou a introjeção subjetiva de conflitos que ocorrem no ambiente familiar e social do indivíduo. O desejo do desejo de Kojève comporta as linhas gerais e as características do que concretamente se denomina como “drama”, unifica o social e o individual sem ser abstrato, reúne em si causalidades eficientes e específicas, explica, de uma só penada, como tudo se origina pelo artifício da ontologia negativa.

 

Ogilvie comenta que se Lacan já houvesse lido Saussure na época da elaboração da tese sobre a personalidade paranóica, não analisaria o sentido dos fenômenos psíquicos, mas o seu valor.80 Claro, poderíamos acrescentar, ao passar do sentido ao valor, Lacan só estaria radicalizando a busca de objetividade e de circunscrição precisa do determinismo causal psicológico típico da psicologia concreta, a causalidade a posteriori.

Assim sendo, os primeiros frutos efetivos da relação de Lacan com a fenomenologia kojeviana já aparecem nos artigos sobre Os complexos familiares e sobre o Estádio do espelho,81 nos quais a velha idéia do narcisismo, do ideal do eu e da imagem do outro, antes lidas mediante as lentes da personalidade, eram agora recuperadas sob a clave da rivalidade, no qual o moi também se organiza como estrutura de desconhecimento. Mas aqui ainda não temos o que realmente nos importa, porque o Lacan desse período, ainda sob a influência de Politzer, não acreditava na  possibilidade de um conceito rigoroso e objetivo de inconsciente, e pregava, em vez de um “retorno a Freud”, apenas um “retorno a Descartes”.82

 

78. Sobre o conceito de “semelhança de família” cf. WITTGENSTEIN,L,1953, § 67.

79. Osmyr Faria Gabbi Jr. me sugeriu a idéia de um “roteiro para o drama”.

80. POLITZER,G. 1998, p. 24.

81. Cf. respectivamente, LACAN,J. 2001b, pp. 23-84; e, 1966f, pp. 93-100.

 

Muito mais do que o Lacan que vai pouco a pouco absorvendo, digerindo e transformando a agonística kojeviana em psicogênese concreta, teremos, a partir da década de 50, a radicalização do ideal de ciência pela mistura entre kojevismo e formalismo lingüístico. Entre a “personalidade paranóica”, o “desejo como desejo do outro” e o “inconsciente estruturado como uma linguagem”, assistimos a exigências de rigor e determinabilidade causal cada vez mais fortes, uma vez que o fator explicativo negativizante trasveste-se em formalismo dos impasses da lógica.

    

A teoria lacaniana, porém, nunca traiu o ponto de vista pragmático da psicologia concreta politzeriana. Sua determinabilidade causal é sempre a posteriori, as hipóteses não pretendem constituir-se em proposições universais e necessárias do empírico, e o formalismo não é senão uma procura de eficácia na transmissibilidade da teoria, sem o comprometimento com a qualidade ou o conteúdo.

 

O Ideal de “Completude”

 

Lacan não tem a menor pretensão, como Kojève, de contar-nos uma história universal. Seu único objetivo é a subjetividade descrita de maneira determinística e rigorosa segundo o paradigma da psicologia concreta. Sua dialética tem um escopo muito mais restrito. No entanto, o modelo teórico é o mesmo: a negatividade constitutiva de um “eu” não empírico, mas transcendental, dividido e evanescente na sua irrevogável relação com o “outro”.

 

A grande vantagem do determinismo e do rigor teóricos pela via da negatividade constitutiva é poder, com ela, eludir o problema da substancialização dos objetos psicológicos. Temos, então, salva uma causalidade para os fenômenos particulares da subjetividade sem os embaraços decorrentes do atomismo ou do realismo presentes na visão da psicologia como processo mecânico independente do “eu”. Entretanto, é preciso abraçar uma visão “totalizante”, na qual tudo se explica pelo mesmo fator organizativo. Não há mais um “eu” independente do “outro”, nem um “mundo” sem a “linguagem”. “Eu”, “linguagem” e “mundo” são elementos que interagem dialeticamente pelo motor da negatividade. Um elemento não existe sem o outro, desligado do outro. Porém a visão holística tem uma fundamentação última: o “nada”, mascarado como miragem da ausência implicada pela presença da linguagem. Tal idealismo negativizado justifica como natural e impõe ao pensamento contradições e paradoxos não como parte de um jogo de linguagem, mas como efeito da própria forma da linguagem. Se a linguagem impõe formas ao conteúdo, não importa mais o sentido, pois a forma da linguagem atua de maneira autônoma, torna-se um terceiro elemento entre o “eu” e o “outro”. 

 

82. Cf. LACAN,J. 1966e, p. 163. Em 1947, o “retorno a Descartes” significava entender o fenômeno da loucura como parte de uma “buscapela verdade”. Já em 1955, oito anos depois, o mote “o sentido de um retorno a Freud é um retorno ao sentido de Freud” (cf. LACAN,J. 1966g, p. 405) significava a inauguração de um programa de identificação da teoria lacaniana com a ortodoxia freudiana, que só arrefece em 1964, após a expulsão da IPA.

 

Deste modo, em Lacan, não é a negatividade que organiza o desejo. No esquema kojeviano adotado por Lacan, o desejo já é, em si, pura negatividade. A demanda, sim, é o elemento que se enforma em seu molde, mediante os recursos do simbólico. O sujeito aliena-se na demanda de amor, quando pergunta ao Outro “– Quem sou eu?” ou “– O que queres de mim?”: perguntas sem resposta que levam, necessariamente, a demanda ao fracasso.

 

O simbólico é claramente um limite do mundo, no sentido de que nem tudo pode ser dito. Isto não significa, no entanto, que o que não pode ser dito não possa ser, por outro lado, mostrado. O conceito de foraclusão aparece justamente para esclarecer que “o que é rejeitado no Simbólico reaparece no Real”.83 Existe, portanto, uma dialética do dizer/mostrar que engloba a relação real/simbólico/imaginário: “O furo real da privação é justamente uma coisa que não existe. O real, sendo pleno por natureza, para fazer um furo real é preciso introduzir um objeto simbólico.”84

 

O Real, assim, mostra-se pela interposição do simbólico, exatamente como o Nome-do-Pai interpõe-se ao Desejo da Mãe e instaura para a criança a lei do simbólico que lhe interdita o gozo e inaugura o desejo. O Real, lugar do corpo do Outro, esconde o objeto do desejo, a completude, a felicidade perdida que geralmente nos embarca em busca de realizar um ideal de completude. Do ponto de vista simbólico, porém, o Real é o “não-todo”.

 

A compreensão do desejo pela negatividade nos obriga a negociar com o simbólico. O Real, sempre presente na concepção idealista da linguagem, na medida em que ele “não cessa de não se escrever”, indica as suas falhas. A linguagem, quando diz, mostra o que não diz: precisamente o que foi por ela excluído. Lacan muitas vezes utilizou a seu favor o raciocínio fregeano da equinumericidade para demonstrar que a escritura de uma seqüência lógica faz-se às custas da exclusão da falta: o número “1” conta-se a partir do conjunto vazio. Esta estranha torção da lógica fregeana, justamente aquela que condenava a psicologia como a explicação menos apropriada para a matemática, é utilizada para apoiar o raciocínio de que a falta constitui a ordem.85 Porém, do ponto de vista de uma concepção idealista da linguagem, não há nenhum problema, pois uma “torção” não é, concretamente, algum erro ou vício.

 

Deste modo, o que não existe faz-se presente pelo que existe. Nada fica, em realidade, de fora, e nada fica, aparentemente, substancializado. A própria negatividade garante a dessubstancialização das entidades psicológicas, dos operadores do desejo lacaniano. Nada garante, no entanto, que a forma da linguagem não acabe por se tornar mais real do que o próprio ser humano.

 

83. LACAN,J., 1981, p. 57. A “foraclusão” será enunciada depois, no seminário de 04/07/1956, p. 361.

84. LACAN,J., 1994, p. 250.

85. Cf. por exemplo, a lição de 28/11/1962 de LACAN,J. 1961 ou a lição de 04/05/1972 de LACAN,J., 1972.


 

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Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 5 de outubro de 2007, em EPISTEMOLOGIA. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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