FÍSICA QUÂNTICA E IDENTIFICAÇÃO PROJETIVA II

   nicemario

Temos aqui, agora, a postagem final do artigo Física Quântica e Identificação Projetiva. Comprovadamente, portanto, verificamos a sentença de Nise da Silveira: Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique, encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique.    

Sobre Identificação Projetiva  

Já vimos que os físicos quânticos consideraram o universo uma teia dinâmica de energia, a constante dança de energia. Privilegiam as relações e o movimento.  

Também a psicanálise tem evoluído nesse sentido. Cada vez mais falamos do “funcionamento do par analítico, da constituição do eu e do outro no movimento presente na relação, da busca da subjetividade na intersubjetividade”.  

O conceito “identificação projetiva” é o que me parece mais fortemente referir-se ao aspecto interpessoal da relação analista-analisando. Ao mesmo tempo, é claro que diz respeito à atividade mental de uma pessoa, às suas fantasias inconscientes de aliviar a mente, sobrecarregada de conteúdos insuportáveis, num outro. Há “uma espécie de jogo dinâmico entre o intrapsíquico e o interpessoal”. 

Não é minha pretensão fazer um estudo aprofundado da identificação projetiva. Considerando tratar-se de um fenômeno clínico observável, pretendo destacar o seu aspecto interpessoal. Sabemos que há controvérsias entre importantes autores psicanalíticos sobre se a identificação projetiva é uma fantasia inconsciente do paciente, ou um acontecimento também intersubjetivo.  

Desde 1946, Klein sugere a dimensão interpessoal da identificação projetiva. Propõe a existência de um processo psíquico por meio do qual aspectos do self não são simplesmente projetados sobre a imagem psíquica do objeto (como na projeção), mas “para dentro” do objeto. Diz também que a identificação projetiva “provoca um esgotamento psíquico, na medida em que há um imenso gasto de energia no esforço de controlar o outro tão completamente, que ele é vivenciado como tendo adotado um aspecto da própria identidade”.  

Segundo Ogden, também para Bion a identificação projetiva “não é simplesmente uma fantasia inconsciente de projetar um aspecto próprio no outro e controlá-lo desde dentro; representa um acontecimento psicológico no qual o projetor, por via de uma interação interpessoal real com o recipiente da identificação projetiva, exerce pressão sobre o outro para que vivencie e se comporte de forma congruente com a fantasia projetiva onipotente”.  

De acordo com a leitura de Stefania Manfredi, para Klein a fantasia inconsciente é uma reserva inata de imagens psíquicas que acompanham a pulsão em busca do objeto. A fantasia assume uma força tal, que é capaz de produzir efeitos reais em outra pessoa. “Tudo aconteceria como se a pessoa, ou partes muito importantes dela, tivessem deixado o próprio corpo e tivessem ido morar em outro corpo”.

Rosenfeld diz que a identificação projetiva opera através da fantasia, mas pode também provocar efeitos temporários no comportamento de uma figura receptiva do mundo externo. Interessante aqui o uso do termo “receptiva”. De fato, sabemos, pela experiência clínica, que nem sempre a identificação projetiva “é bem sucedida”, isto é, nem sempre o analista é capturado por ela. Parece que, para ocorrer a identificação projetiva, alguns requisitos têm que ser preenchidos. Voltarei a esse ponto adiante.  

Grotstein salienta que a identificação projetiva é uma fantasia inconsciente, é imaginação. Para Betty Joseph, o analista, se estiver realmente aberto para o que está ocorrendo, se identifica com as partes perdidas do paciente e, com isso, pode obter maior compreensão. Ogden afirma que, na identificação projetiva, as fantasias inconscientes de uma pessoa são processadas por outra pessoa.  

A meu ver, um aspecto importante ressaltado por Ogden é o de que, além do empobrecimento ou “esvaziamento psicológico” envolvido na identificação projetiva, sabe-se hoje que tal fenômeno “também envolve a criação de algo potencialmente maior e mais produtivo do que qualquer um dos participantes (isolado do outro) poderia produzir”.Trata-se, para ele, de algo que é criado, um terceiro sujeito, além do projetor e do recipiente: o sujeito da identificação projetiva. 

Nesse momento, várias perguntas me ocorrem: como é que algo passa para o outro? Essa transmissão inconsciente tem a proximidade física como requisito? Poderia ocorrer à distância? Como poderia ocorrer uma comunicação de inconsciente para inconsciente?  

Antes de tentar aproximar alguns conceitos quânticos dos fenômenos que vivenciamos na clínica e na vida, relatarei algumas situações, no mínimo, curiosas. 

Situações clínicas 

Situação 1: acordei, certa manhã, com angústia intensa e taquicardia. Havia sonhado que batia, completamente descontrolada, no meu marido, sem saber por quê. Eu não parava para ouvi-lo. Fiquei toda a manhã com as cenas do sonho voltando à minha mente, e com a sensação de estar com o coração dolorido. 

À tarde, uma paciente chega e, logo após acomodar-se no divã, relata um sonho, no qual agredia com muita violência seu marido, com um ódio imenso, achando que poderia até matá-lo. Estava impactada e angustiada.  

Situação 2: uma colega sonhou que passeava numa montanha com alguém, depois entrava num supermercado, onde queria comprar um xampu, mas não tinha dinheiro. 

No dia seguinte, sua paciente sonhou que estava num bosque. Fôra levada por alguém. Era um lugar gostoso. A pessoa sumiu e ela teve fome. Comeu num restaurante, mas não tinha dinheiro para pagar.  

Situação 3: uma colega, em supervisão, reclamou que sua paciente não nomeava as pessoas. Nunca. Conversamos sobre seu próprio desejo e curiosidade. Na sessão seguinte, sua paciente começou a nomear todos os personagens, e assim continuou dali para frente. 

Um olhar quântico sobre a identificação projetiva 

Parto da hipótese que, na identificação projetiva, alguma comunicação passa de uma pessoa para outra, de maneira inusual. Como uma espécie de fusão que envolve e emaranha duas pessoas de tal modo que, durante algum tempo, misturam-se os mundos interno e externo de ambas. Como o desfazer de fronteiras.  

A física quântica Danah Zohar, ao mencionar a identificação projetiva e a intimidade, diz: “Parece que “eu” e “você” nos influenciamos mutuamente, parece que “entramos” um no outro e modificamos um ao outro no interior, de tal forma que “eu” e “você” nos tornamos “nós”. Esse “nós” que experimentamos não é apenas “eu” e “você”, é uma coisa nova em si, uma nova unidade. Essa colocação é muito semelhante à de Ogden, ao nomear aquele algo novo, que é criado, de sujeito da identificação projetiva.  

Para as abordagens clássicas da filosofia, da psicologia e da psicanálise, é impossível compreender a transmissão de aspectos internos de uma pessoa para outra. Para um físico quântico, as relações interpessoais são vistas do mesmo modo como se reconhece a dualidade onda-partícula do átomo (que não deve ser chamado de partícula elementar, pois já foram descobertas mais de 200 partículas “elementares” no núcleo do átomo). 

O aspecto partícula da matéria quântica origina os indivíduos e as coisas que podem ser apontadas. O aspecto onda dá origem aos relacionamentos entre esses indivíduos por meio do entrelaçamento das funções de onda de seus componentes. Como as funções de onda podem se entrelaçar, os sistemas quânticos podem “entrar” uns nos outros formando um relacionamento criativo impossível para as “bolas de bilhar newtonianas”. A qualidade e a dinâmica do relacionamento íntimo dependem das variáveis a que estão sujeitos os sistemas ondulatórios das pessoas envolvidas. Para haver a identificação projetiva, é preciso que as pessoas estejam em estados parecidos, que haja intimidade e compromisso entre elas, isto é, que haja alto investimento de energia nessa relação.  

Vejamos como Danah Zohar fala da identificação projetiva presente na relação mãe-bebê: “Em termos quânticos, a função de onda do bebê está quase totalmente sobreposta à de sua mãe. Em grande parte, a experiência do bebê é a experiência da mãe, e ele começa a tecer seu ser utilizando o tecido da mãe”.  Nesse período, muita quantidade de energia é empregada na integração da função de onda do bebê com a de sua mãe. Com o passar dos meses, esse investimento na mãe diminui e aumenta a quantidade de energia empregada na interação do bebê com os outros.  

A partir da descoberta da dualidade onda-partícula do átomo, nenhum dos aspectos é considerado mais o primordial. Existem ambos separadamente e também existe a dualidade. Do mesmo modo, do ponto de vista mecânico quântico, o ser humano é indivíduo e seus relacionamentos, e nenhum dos dois é o primordial. 

Discussão 

Devido ao envolvimento de Jung com o então chamado mundo do ocultismo, Freud, em 1909, teria dito que não queria ouvir mais nada sobre “a maré negra da porcaria do ocultismo”.Dois anos depois ingressou na Sociedade para a Pesquisa Psíquica inglesa e na americana, e publicou seus ensaios sobre o assunto. Durante pelo menos vinte anos Freud parece ter estado interessado em alguns fenômenos polêmicos. Contudo, apesar de seu interesse, chamava a esses outros campos de “colônias da Psicanálise, não a verdadeira pátria”. 

Freud preocupou-se, argumentou e sofreu durante alguns anos, antes do rompimento definitivo com Jung, por quem nutria carinho, admiração e enormes expectativas. Desde 1898 Jung se interessava por todos os aspectos do “ocultismo”. Em maio de 1911, comunicou a Freud que estava “ampliando o conceito de libido de modo a designar com este uma tensão geral”. O ano seguinte foi decisivo no processo de separação dos dois. Jung tomou outro rumo, e logo seu posicionamento foi festejado e considerado, pelo British Medical Journal de janeiro de 1914, como seu “retorno a um enfoque mais são da vida”.  

Estranha comemoração, pois se a importância que Freud atribuía à pulsão sexual era objeto de fortíssima resistência no meio científico da época, a direção tomada por Jung não deveria, naquele momento, ser considerada sã ou científica.  

Em agosto de 1921, Freud escreveu o artigo intitulado Psicanálise e Telepatia e o apresentou, em setembro, a um seleto grupo de seguidores. Sentindo estar a psicanálise ameaçada por um tremendo perigo, disse que não seria mais possível manter-se afastado do estudo dos fenômenos “ocultos”. E que não havia lógica em temer que um interesse maior pelo ocultismo fosse perigoso para a psicanálise. Pelo contrário. Deveríamos, disse ele, “estar preparados para encontrar uma simpatia recíproca entre eles. Ambos experimentaram o mesmo tratamento desdenhoso e arrogante por parte da ciência oficial”.  

Contudo, devido às diferenças existentes entre suas atitudes mentais, Freud considerava uma cooperação entre ocultistas e psicanalistas bastante improvável. Os primeiros seriam “crentes convictos” buscando confirmação, apressadamente, de suas convicções, e generalizariam resultados parciais a todos os fenômenos. Os segundos, diz Freud, “são no fundo incorrigíveis mecanicistas e materialistas, ainda que procurem evitar despojar a mente e o espírito de suas características ainda irreconhecíveis”. Parece que isso não mudou desde 1921… 

Após alguns anos ocultando suas observações a respeito desse tema, Freud resolveu apresentar três casos, sendo o terceiro o relato de uma experiência clínica pessoal. O tema era a possibilidade ou não de haver transmissão de pensamento. Quando chegou à cidade de Gastein, onde se realizou o encontro, Freud percebeu a força de sua resistência em abordar esse tema: ele deixara em Viena as notas sobre sua própria experiência. “Nada se pode fazer contra uma resistência tão clara”, disse à ocasião.  

Percebem-se claramente as dúvidas e reticências de Freud em relação ao assunto, aspecto salientado pelo Editor Inglês em sua nota introdutória.  

No ano seguinte, Freud publicou Sonhos e Telepatia. Parece que ele pretendia ler o artigo na Sociedade Psicanalítica de Viena, mas por alguma razão, desistiu de fazê-lo. Termina esse texto dizendo que quis ser “estritamente imparcial”, já que não tinha “nem opinião nem conhecimento sobre o assunto”.  

Seu terceiro texto sobre o tema foi apresentado dez anos depois: Sonhos e Ocultismo (Conferência XXX). Nesse, ele enfoca especialmente a possibilidade de existência da transmissão de pensamento, em que “os processos mentais numa pessoa – idéias, estados emocionais, impulsos conativos – podem ser transferidos para uma outra pessoa através do espaço vazio, sem o emprego dos métodos conhecidos de comunicação que usam palavras e sinais”. 

Após descrever em detalhes algumas situações clínicas que ilustram fenômenos mentais “tão difíceis de apreender”, Freud diz: “Aquilo que se situa entre esses dois atos mentais facilmente pode ser um processo físico, no qual o processo mental é transformado, em um dos extremos, e que é reconvertido, mais uma vez, no mesmo processo mental no outro extremo”. 

Apesar de Freud não ter formulado o conceito de identificação projetiva, essa sua hipótese me parece pertinente se tentarmos olhar, com base em conceitos quânticos, para esse tipo de transmissão. Como já vimos, a energia de vibração é um dos aspectos mais importantes da matéria. O núcleo do átomo, elétrons e moléculas têm suas taxas vibratórias características. Quando pensamos, nossos cérebros geram correntes elétricas rítmicas que se espalham pelo espaço – sob a forma de ondas eletromagnéticas – à velocidade da luz. Essas correntes elétricas são muito fracas, mas podem ser detectadas por instrumentos sensíveis.  

Nossos corpos são feitos de diversos tipos de tecidos que interagem de diferentes maneiras com as energias vibratórias. “Independentemente de quão diminuto seja o efeito, nossas psiques podem responder vigorosamente a ele”. Se considerarmos que tanto a mente como a matéria fazem parte do mundo dos acontecimentos quânticos, nossos pensamentos (inclusive os inconscientes) e relacionamentos poderiam ser, em alguns casos, explicados pelas mesmas leis e padrões de comportamento que governam o mundo subatômico.  

Assim, para o físico quântico é simples compreender a identificação projetiva, a inversão de papéis (que ocorre quando dois sistemas quânticos não-localmente relacionados trocam de oscilação: ressonância quântica), o contágio emocional de uma torcida de futebol, de um comício político ou a mente grupal (quando um dos membros do grupo parece expressar os pensamentos e sentimentos do grupo inteiro). 

Ocorre que eles vão muito além e fazem colocações que afrontam o bom senso, o já conhecido, nossa maneira usual de pensar. Consideram banal e corriqueiro explicar o movimento instantâneo à distância, que chamam de princípio da não-localidade, e que diz que algo pode ser afetado mesmo na ausência de uma causa local; especulam sobre viagens para trás ou para adiante no tempo; explicam a pré-cognição. Na esperança de obter uma nova visão de mundo, menos fragmentada, voltam-se para temas como o misticismo oriental, a cura, os fenômenos psíquicos. “São tentativas parciais e vacilantes de articular algo que “está no ar”, algo que responda à necessidade das pessoas de um quadro mais coerente do mundo.  

O próprio Einstein jamais se sentiu à vontade com as implicações metafísicas mais amplas da física quântica. O fenômeno da não-localidade era, para ele, “fantasmagórico e absurdo”. Ele ficou extremamente desgostoso com os desdobramentos de seu trabalho, mas não conseguiu refutá-los. 

Durante a elaboração deste trabalho, surpreendi-me inúmeras vezes. Uma das surpresas – e talvez o seja também para vocês – foi encontrar Jung bastante considerado pelos físicos quânticos cujos textos pesquisei. Sua obra é tida, sob muitos aspectos, como “uma exceção de brilho ímpar dentre as muitas tendências da psicanálise e da psiquiatria clínica”.  

Em O Ponto de Mutação, Fritjof Capra dedica cinco páginas a tecer comentários sobre o trabalho de Jung. Diz que, ao romper com Freud, ele “abandonou os modelos newtonianos de psicanálise e desenvolveu numerosos conceitos que são inteiramente compatíveis com os da física moderna e da teoria geral dos sistemas”. Citando uma passagem do livro Aion, de Jung, destaca: “A psique não pode ser totalmente diferente da matéria, pois como poderia de outro modo movimentar a matéria? E a matéria não pode ser alheia à psique, pois de que outro modo poderia a matéria produzir a psique? Psique e matéria existem no mesmo mundo, e cada uma compartilha da outra, pois do contrário qualquer ação recíproca seria impossível”. Capra destaca ainda que Jung concebeu a libido como uma energia psíquica geral, considerando-a uma manifestação da dinâmica básica da vida e que o inconsciente é um processo que envolve padrões dinâmicos coletivamente presentes. Termina seus comentários dizendo: “Jung não foi levado muito a sério nos círculos psicanalíticos. Com o reconhecimento de uma crescente compatibilidade e coerência entre a psicologia junguiana e a ciência moderna, essa atitude está condenada a mudar…  

Comentários finais 

É comum falarmos sobre a importância do intercâmbio da psicanálise com outras ciências. Com elas trocaríamos experiências e conhecimento e, dessa interseção, adviria enriquecimento para todos.

Física Quântica e Psicanálise têm aproximadamente a mesma idade. Ambas romperam com a pretensão de verdade e realidade fixas e imutáveis, com a concepção de tempo e ordem vigentes. Experimentador e psicanalista são observadores participantes. Freud introduziu o conceito de Inconsciente – o que surpreende, o que não se sabe, e os físicos quânticos, o Princípio da Incerteza – nunca se sabe onde e como se encontrará uma partícula subatômica. Tanto os fenômenos atômicos como os inconscientes não costumam ser diretamente observáveis: requerem interpretação. Os físicos quânticos reconhecem que todos os conceitos e teorias científicos são limitados e aproximados. E que a ciência nunca poderá proporcionar um entendimento completo e definitivo. São idéias que nos são muito familiares. Contudo, outras não o são.

Quando aplicamos conceitos quânticos à natureza do ser humano, uma verdadeira revolução na nossa maneira de nos percebermos – e ao mundo – é exigida. A física quântica pede que modifiquemos nossas noções de tempo e espaço, de causa e efeito e de matéria e energia de maneira assustadora. Parecem faltar inclusive condições para pensar. É como não saber pensar aquelas idéias. 

Que sirva de consolo: mesmo físicos quânticos, quando procuram entender o que suas equações estão indicando, inadivertidamente tentam encaixar conceitos quânticos em modelos newtonianos antigos, bem conhecidos, o que faz com que eles próprios vejam seu trabalho com a mesma estranheza que nós.  

Certamente não estamos preparados para uma “revolução quântica”. Uma imensa dificuldade com que nos defrontamos é o (nosso velho conhecido) medo do desconhecido. Vigoroso, quase nos impede olhar, fazer contato, ouvir novas – e estranhas – idéias.  

A teoria quântica é revolucionária. Não deveríamos esquecer que a psicanálise também o é. Sua história mostra o quanto ela vem provocando resistências, críticas, medo, ataques dos mais diversos tipos e intensidades. Ela própria já mudou tanto – na teoria e na técnica – nesse seu primeiro século de existência. Somos nós que a transformamos, com nosso interesse pelo funcionamento da mente humana e com nossa prática clínica, em algo tão vivo e apaixonante. 

Com esse texto introdutório – e informativo – espero ter conseguido transmitir a idéia de que talvez tenhamos, à nossa disposição, um tipo particular de sensibilidade a desenvolver, com a qual possamos aprimorar nossa escuta psicanalítica. 

POSTED BY SELETINOF AT 4:29 PM 

Sobre seletynof

Escola (ensino médio):Colégio Marista Cearense;Faculdade/Universidade: Universidade Federal do Ceará;Curso:Física; Diploma:Pós-Graduação em Física;Profissão:físico e professor; Setor:Científico.

Publicado em 11 de março de 2007, em FISICAPSICOLOGIA. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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